Em resumo
- Entre 6 e 12 VLCC estão disponíveis para fretamento no Golfo Pérsico.
- Brent superou US$ 82 o barril, maior nível desde janeiro de 2025.
- JPMorgan vê risco de paralisações de produção se Ormuz não reabrir em 21 dias.
Entre seis e 12 superpetroleiros livres para fretamento no Golfo Pérsico, informou o InfoMoney nesta terça-feira. A escassez de navios do tipo VLCC e a recusa de armadores em cruzar o Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio travam o escoamento de petróleo da região.
Para quem tem ações de petroleiras ou posições ligadas ao Brent, o aperto na oferta pode sustentar o preço. O Brent passou de US$ 82 o barril, maior valor desde janeiro de 2025, segundo o InfoMoney. A interrupção do fluxo também encarece o frete e pode pressionar a inflação global.
Fretes somam 6 a 12 navios para 15 milhões de barris/dia
Cada VLCC carrega 2 milhões de barris e leva cerca de dois dias para ser carregado. Em condições normais, o Golfo embarca 15 milhões de barris por dia em navios de vários portes, diz o InfoMoney. Os navios disponíveis não cobrem sequer um dia de exportações da região.
Quatro embarcações foram atacadas em Ormuz ou perto do estreito, e dezenas de petroleiros estão parados dos dois lados. Apenas um ou dois petroleiros de porte médio entraram no estreito na segunda-feira. Parte das seguradoras reduziu a cobertura para risco de guerra, o que aumenta a hesitação dos armadores.
JPMorgan vê risco de parada em 21 dias
“Se ele não for reaberto em até 21 dias, podem começar paralisações na produção”, afirmaram analistas do JPMorgan Chase (JPMC34), incluindo Natasha Kaneva, em relatório. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Irã têm alguma capacidade de armazenamento perto dos terminais, mas ela é limitada. Sem reabertura, esses países podem ter de cortar produção.
Capacidade ociosa cairia abaixo de 1 milhão de barris/dia
Uma interrupção total das exportações por Ormuz, considerada improvável, derrubaria a capacidade ociosa abaixo de 1 milhão de barris por dia, disse Emma Richards, da BMI, unidade do Fitch Group. A maior parte dessa folga está na Rússia. Oleodutos para portos fora do Golfo ajudam, mas movem volume pequeno diante do fluxo que passa pelo estreito.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou na terça-feira que “não permitirá que uma única gota de petróleo deixe a região”. Até segunda-feira, não havia registro de novos contratos na rota Oriente Médio-China, segundo corretoras ouvidas pela Bloomberg News.
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