Oncoclínicas amplia prejuízo para R$ 475,7 mi e receita cai 28,5%
Margem líquida fica negativa em 45,4% e dívida com aquisições a pagar chega a R$ 3,40 bilhões ao fim de junho.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões no 2T26, ante R$ 142,3 milhões negativos no 2T25
Margem líquida negativa de 45,4% no 2T26
EBITDA Ajustado positivo em R$ 34,2 milhões, com margem de 3,3%
A Oncoclínicas (ONCO3) ampliou o prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre de 2026, ante perda de R$ 142,3 milhões um ano antes. A receita líquida caiu 28,5%, para R$ 1,05 bilhão, com menos procedimentos realizados e o desabastecimento de medicamentos.
A margem líquida ficou negativa em 45,4%, contra 9,7% negativos no segundo trimestre de 2025. Sem efeitos não caixa, itens não recorrentes e hospitais, o prejuízo somou R$ 275,3 milhões. O resultado encolhe o caixa justamente quando a empresa renegocia prazos de pagamento com credores.
Receita recua 28,5% com crise de medicamentos
A receita bruta somou R$ 1,23 bilhão, queda de 25,9% na comparação anual. Sobre o primeiro trimestre, quando a receita líquida havia sido de R$ 1,16 bilhão, a retração é de 9,7%. O fornecimento foi parcialmente normalizado ao longo do trimestre por meio de um instrumento de até R$ 150 milhões, informa o Times Brasil.
Os procedimentos ficaram em cerca de 114 mil no trimestre, mas o ticket médio subiu 9,5%. Nos 12 meses até junho, a receita bruta alcançou R$ 5,7 bilhões, recuo de 15,8%.
Ebitda ajustado de R$ 34,2 milhões
O Ebitda ajustado de R$ 34,2 milhões veio com margem de 3,3%. É uma queda de 85,1% diante dos R$ 230,1 milhões de um ano antes. Frente ao primeiro trimestre, houve melhora de R$ 83,5 milhões.
Sem o efeito da provisão para créditos de liquidação duvidosa, a margem teria sido de 9,5%, segundo a companhia. O trimestre também concentrou despesas não recorrentes:
R$ 72 milhões em baixa de glosas de períodos anteriores;
R$ 76 milhões de multa pela rescisão do contrato de locação do Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo;
R$ 30,5 milhões em provisão de risco de crédito ligada à Unimed Leste Fluminense;
R$ 78 milhões de impairment do BTS de Goiânia.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 168,8 milhões, contra R$ 175,1 milhões negativos um ano antes, por causa da menor receita financeira sobre o caixa.
Fluxo de caixa operacional de R$ 158,4 milhões
O fluxo de caixa operacional de R$ 158,4 milhões ficou positivo, puxado pela renegociação de prazos com o maior fornecedor e pela normalização dos recebíveis. A empresa também encerrou contratos de BTS e busca usar melhor a capacidade já instalada.
A dívida de R$ 3,40 bilhões, que soma a dívida líquida financeira às aquisições a pagar, segue no centro da conversa com credores. A companhia negocia restabelecer o cronograma de amortização para adequar os pagamentos à geração de caixa.