Pague Menos busca até R$ 900 milhões com nova oferta e família Queiroz vende metade
Parte secundária, com 35 milhões de papéis da família fundadora, não passa pelo caixa da companhia e vai quitar dívidas com a XP.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Oferta inicial de 70 milhões de ações, sendo 35 milhões primárias e 35 milhões secundárias.
Preço de referência de R$ 7,20 pode levar a operação a até R$ 900 milhões.
Precificação prevista para 10 de março e início de negociação em 12 de março.
Pague Menos (PGMN3) protocolou na CVM pedido de registro para uma oferta de até R$ 900 milhões em ações. A rede de farmácias volta à B3 seis meses depois de captar R$ 243,48 milhões em outro follow-on.
Quem já tem o papel e não exercer o direito de preferência verá a fatia diluída. O lote base de 70 milhões de ações renderia cerca de R$ 504 milhões pelo fechamento de R$ 7,20 em 26 de fevereiro. Com o lote adicional, a conta sobe.
Família Queiroz vende metade do lote
A operação tem duas metades. São 35 milhões de ações primárias, com dinheiro novo entrando no caixa, e a companhia vende 35 milhões de papéis secundários da família Queiroz, fundadora da rede. Entre os vendedores estão Francisco Deusmar de Queirós e Maria Auricélia Alves de Queirós.
Os recursos da parte secundária não passam pelo caixa da companhia. Vão para os acionistas, que pretendem quitar dívidas com a XP e com empresas de seus conglomerados.
Capital de giro e centro de distribuição na Paraíba
A parte primária vai para capital de giro, incluindo a abertura de lojas em regiões consideradas estratégicas. Para 2026, a rede planeja gastar quase um terço do investimento na construção de um centro de distribuição na Paraíba.
O lote adicional pode ampliar a oferta em 78,6%, o que levaria o total para perto de R$ 900 milhões. Não haverá distribuição parcial.
Preço sairá em 10 de março
O preço por ação sai em 10 de março, e a negociação dos papéis começa em 12 de março. Quem exercer o direito de preferência terá no mínimo 0,053030 ação nova por papel, podendo chegar a 0,106060.
O BTG Pactual lidera a coordenação, ao lado de Itaú BBA, XP, Bradesco BBI e Santander. A oferta vai a investidores profissionais, com esforços de venda no exterior, e controladores ficam sob lock-up de 90 dias.