Nubank lucra US$ 1,06 bilhão no 2T26 e passa de US$ 1 bi pela primeira vez
ROE de 33% supera os 28% de um ano antes, e a carteira de crédito cresce 37%, para US$ 39,4 bilhões.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 7 veículos. Como fazemos
Em resumo
Lucro líquido de US$ 1,06 bi no 2T26, +49% a/a e +17% t/t, acima dos US$ 949,6 mi projetados
ROE de 33%, alta de 4,8 p.p. em um ano, ante 24,2% do Itaú Unibanco
Receita total de US$ 5,87 bi (+39%) e carteira de crédito de US$ 39,4 bi (+37%)
O Nubank fechou o segundo trimestre com lucro de US$ 1,06 bilhão, primeira vez que passa de US$ 1 bilhão em três meses. O resultado subiu 49% sobre o 2T25 em base cambial neutra e superou as projeções dos analistas.
Quem tem ROXO34 ou as ações NU na Nyse viu o balanço interromper a sequência ruim do início do ano: no primeiro trimestre, provisões maiores derrubaram o papel 5,7%. Nesta sexta-feira (14), as ações subiam 10,4% em Nova York, a US$ 15,38. Os BDRs avançavam 10,47% na B3, a R$ 13,30, mas ainda acumulam queda de 21,9% em 2026.
O lucro veio acima de todas as estimativas, que não eram iguais entre si: a média da Bloomberg era de US$ 871 milhões, segundo o NeoFeed, e de US$ 949,6 milhões, segundo a Suno Notícias. A Visible Alpha apontava US$ 967,2 milhões, conforme o InfoMoney. O ROE de 33% ficou acima dos 29% do trimestre anterior e dos 28% de um ano antes.
Margem ajustada ao risco sobe para 12,4%
A margem financeira líquida ajustada ao risco saltou de 9,5% no 1T26 para 12,4%, alta de 2,9 pontos percentuais. A XP avalia que a recuperação não veio só de provisões menores, mas também de mais receita de crédito e de melhor uso do balanço.
A receita líquida somou US$ 5,88 bilhões, alta de 39% em um ano. A carteira de crédito de US$ 39,4 bilhões cresceu 37% sobre o 2T25 e 5% sobre o trimestre anterior. Os cartões respondem por US$ 26 bilhões desse total.
O custo de crédito caiu 9% frente ao 1T26, para US$ 1,69 bilhão, embora tenha subido 60% em um ano. O Desenrola, programa de refinanciamento do governo federal, respondeu por 5% do custo total de crédito, segundo o InfoMoney.
Inadimplência acima de 90 dias chega a 6,9%
Os atrasos acima de 90 dias subiram de 6,5% para 6,9% na comparação trimestral. Na faixa de 15 a 90 dias, a inadimplência recuou de 5% para 4,8%. O banco atribui o movimento à sazonalidade e à expansão deliberada do crédito.
As despesas operacionais chegaram a US$ 806,2 milhões, contra US$ 548,1 milhões um ano antes. O índice de eficiência ficou em 19,5%, e a companhia disse que o indicador deve ficar perto de 20% no ano, com o retorno aos escritórios desde julho e a expansão nos Estados Unidos.
México alcança 16 milhões de clientes
O Nubank terminou junho com 139 milhões de clientes, 16 milhões a mais do que um ano antes. Os depósitos somaram US$ 45,3 bilhões, dos quais US$ 36,4 bilhões no Brasil e US$ 5,7 bilhões no México.
No México, onde foi autorizado a operar como banco em julho, a fintech chegou a 16 milhões de clientes e se tornou o maior banco digital do país. A XP vê o 2T26 como o teto da margem ajustada ao risco, porque parte do ganho veio de fatores sazonais que devem se reverter.