Em resumo
- Ação ITUB4 subiu 3,20%, a R$ 39,72, na sessão após o balanço.
- Receitas com serviços e seguros somaram R$ 14,1 bilhões, queda de 0,2% no trimestre.
- Guidance de alíquota efetiva de impostos para 2026 caiu para 28%-29%; CET1 ficou em 12,7%.
As ações do Itaú (ITUB4) subiam cerca de 3% nesta quarta-feira (4), com o balanço do terceiro trimestre em linha com o esperado. O BTG Pactual calculou lucro cerca de 3% abaixo das suas estimativas, mas manteve o banco como sua única compra entre os quatro grandes.
Para quem tem o papel, a discussão deixou de ser a qualidade do banco e passou a ser o preço dessa qualidade. O trimestre mostrou de onde vem o risco: a carteira de crédito segue saudável, mas as receitas com serviços não acompanham.
Receitas com serviços de R$ 14,1 bi travam o resultado
As receitas com serviços e seguros somaram R$ 14,1 bilhões, queda de 0,2% sobre o trimestre anterior. Ficaram praticamente estáveis na comparação anual. Cartões e gestão de ativos avançaram, enquanto banco de investimento, assessoria, corretagem e seguros recuaram, segundo o Money Times.
As despesas não decorrentes de juros somaram R$ 17,1 bilhões, alta de 2,4% no trimestre. O índice de eficiência ficou em 37,5%, melhor do que um ano antes.
CET1 avança para 12,7% e abre folga de 1,2 ponto
O índice de capital principal (CET1) avançou 0,4 ponto no trimestre, para 12,7%. Ficou 1,2 ponto acima do objetivo interno de 11,5%.
No guidance para 2026, o banco mexeu em uma linha só:
- Alíquota efetiva de impostos antes: 29,5% a 32,5%
- Faixa de 28% a 29% agora
A XP estima que a mudança pode somar cerca de 1% às estimativas de lucro.
XP mantém compra; UBS BB fica neutro com alvo de R$ 54
A XP manteve recomendação de compra e a ação como uma das principais escolhas do setor. Para a casa, "a visibilidade dos lucros e sua resiliência justificam pagar por qualidade".
O BTG vê 2026 como ano de transição, com base de comparação mais difícil, e afirma que o banco nunca esteve tão preparado em tecnologia, cultura e balanço. Para Ruy Hungria, da Empiricus Research, o resultado veio em linha, com desaceleração do ambiente macro e qualidade de crédito melhor que a dos pares, segundo o Seu Dinheiro.
O UBS BB manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 54, por não ver espaço para revisões expressivas nas projeções de lucro. O BB Investimentos reiterou compra, com preço-alvo de R$ 50 para o fim de 2027, e pede atenção à inadimplência de pequenas e médias empresas.
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