EmpresasRegulação e Justiça
Inquilinas em recuperação somam 11,2% da receita do INLG11
A Navarro Distribuidora estava em dia com o fundo até ajuizar o pedido, em 3 de outubro; a Comercial RS deixou R$ 213,7 mil em aberto.
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A Navarro Distribuidora estava em dia com o fundo até ajuizar o pedido, em 3 de outubro; a Comercial RS deixou R$ 213,7 mil em aberto.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
O fundo Inter Logístico (INLG11) tem duas locatárias em recuperação judicial no mesmo galpão logístico, em Guarulhos (SP). Juntas, elas somam 11,2% da receita imobiliária mensal do fundo, segundo o Seu Dinheiro.
Para quem recebe os rendimentos, o percentual mede quanto da renda mensal vem de contratos assinados com empresas que renegociam dívidas na Justiça. Até agora os aluguéis não foram interrompidos. A gestão afirmou no fato relevante de 5 de novembro que não espera impacto relevante nos resultados nem na distribuição, mas disse que a avaliação pode mudar conforme o processo avança.
A Navarro Distribuidora de Medicamentos ajuizou o pedido em 3 de outubro de 2026 junto com outras empresas do grupo. A Justiça autorizou o processamento em decisão publicada em 4 de novembro. A área ocupada equivale a 5,4% da receita do fundo, e a locatária estava em dia com as obrigações contratuais até o pedido, segundo a Status Invest. O contrato vai até março de 2031.
Não é o primeiro caso no Log Gaiolli. Cerca de quatro meses antes, a Comercial RS entrou em recuperação judicial depois de firmar dois acordos para parcelar dívidas de aluguel e não cumpri-los integralmente, conforme o Seu Dinheiro. A empresa deixou de pagar o aluguel de julho de 2026, e os valores pendentes chegavam a R$ 213,7 mil em aluguéis em aberto no fim de setembro, considerando a fatia de 80% que o fundo então detinha no imóvel. O INLG11 comprou depois os 20% restantes. O contrato da Comercial RS responde por 5,8% da receita imobiliária e tem vigência até maio de 2030.
O Gaiolli é ocupado por nove locatários e não tem área vaga, em dois galpões com 32,9 mil m² de área bruta locável. O fundo tem ainda participações em imóveis em Viana (ES), Contagem (MG) e Campo Grande (RJ). O portfólio soma 120,5 mil m² e 33 inquilinos. A administração é da Inter Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, com gestão da Inter Asset, e a operação imobiliária fica com a LOG Commercial Properties (LOGG3).
Se a Justiça mantiver os dois contratos em vigor, o INLG11 segue recebendo pelos espaços até março de 2031, prazo final da locação da Navarro.
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