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RD Saúde lucra R$ 439,1 mi no 3T26, alta de 9,2%, com GLP-1 perdendo força
Receita bruta sobe 16% para R$ 13,2 bi, mas o avanço é o terceiro trimestre seguido de desaceleração, segundo o BTG Pactual.
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Receita bruta sobe 16% para R$ 13,2 bi, mas o avanço é o terceiro trimestre seguido de desaceleração, segundo o BTG Pactual.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
A RD Saúde (RADL3) lucrou R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 9,2% sobre um ano antes. A dona das redes Raia e Drogasil fechou o período com receita bruta de R$ 13,2 bilhões, avanço de 16%.
Para quem tem o papel, o número veio em linha com o esperado e marca o terceiro trimestre seguido de desaceleração da receita bruta, na leitura do BTG Pactual. A ação caiu 23,9% em um mês e negocia a cerca de 14 vezes o lucro estimado para 2027, segundo o Itaú BBA. Excluindo os efeitos da venda da 4Bio, o lucro ajustado teria subido 20,1%.
Os demais indicadores do trimestre:
A margem Ebitda caiu 0,1 ponto, para 7,8%, pressionada por gastos com remuneração e benefícios feitos no fim de 2025. As despesas com vendas chegaram a 18,5% da receita. O Itaú BBA atribui a queda do caixa livre a R$ 193 milhões aplicados em capital de giro e R$ 418 milhões em capex, valor 13,9% maior que um ano antes.
A rede terminou setembro com 3.770 lojas, após 92 aberturas e 9 fechamentos no trimestre. Foram 333 unidades abertas em 12 meses, dentro da meta de 330 a 350 para 2026. A participação de mercado subiu 1,1 ponto, para 19,1%, com ganho em todas as regiões.
Os medicamentos da categoria GLP-1, usados contra diabetes e obesidade, ficaram em cerca de 12% do faturamento, fatia estável desde o fim de 2025. As vendas digitais somaram R$ 3,8 bilhões, alta de 27,2%, e representaram 29,4% do varejo.
"Há potencial de penetração maior no mercado de GLP-1 em 2027", disse o presidente Renato Raduan, citando a chegada de versões orais. O executivo afirmou que as aberturas de lojas devem ficar perto do topo da meta neste ano.
Os genéricos cresceram 11,7% e os isentos de prescrição, 10,8%. Para o BTG, a alta do lucro bruto por loja sem os GLP-1 ficaria em 3,4%, abaixo da inflação de 4,6%. Itaú BBA, BTG e BB Investimentos divulgaram relatórios após o balanço.
O Itaú BBA mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 18. BTG (R$ 30) e BB (R$ 25) recomendam compra. As vendas de GLP-1 haviam crescido 184% no quarto trimestre de 2025, o que endurece a base de comparação. A companhia apresenta os próximos passos no RD Saúde Day em 7 de dezembro, em São Paulo.
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