IG4 propõe comprar créditos da Raízen para mirar 50% mais um
Proposta não vinculante prevê assumir o controle da Raízen após a reestruturação da dívida de R$ 64,7 bilhões.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Dívida da Raízen: R$ 64,7 bi; 74,5% dos credores aprovaram o plano.
IG4 propõe adquirir 50% mais um dos créditos, condição para assumir controle.
Plano prevê aporte de R$ 3,5 bi da Shell e conversão de 45% da dívida em ações.
A IG4 apresentou uma oferta não vinculante para ficar com créditos da Raízen (RAIZ4, RAIZ55) e mirar o controle da companhia. A proposta prevê 50% mais um dos créditos, percentual mínimo para a operação avançar.
Para quem tem ação ou título da Raízen, a oferta concentra a negociação da dívida em um único credor e pode definir o controle da divisão de etanol e açúcar após a reestruturação. A gestora não comentou oficialmente a proposta.
Oferta exige 50% mais um dos créditos
Se alcançar essa participação, a IG4 poderá assumir o controle após a reestruturação financeira. A divisão de etanol e açúcar poderá ficar sob a gestora, enquanto a Shell manteria foco na distribuição de combustíveis.
Credores aprovaram 74,5% do plano
No início do mês, 74,5% dos credores aprovaram o plano de recuperação extrajudicial. O pedido envolve dívida de R$ 64,7 bilhões e é o maior do país, segundo o Times Brasil. O plano prevê:
aporte de R$ 3,5 bilhões liderado pela Shell;
até R$ 500 milhões da Aguassanta Participações, da família Ometto, se participar;
conversão de 45% da dívida em ações da Raízen;
reperfilamento dos 55% restantes, com novos prazos e condições.
Venda na Argentina rendeu US$ 1,42 bilhão
A Raízen vendeu operações de downstream por US$ 1,42 bilhão na Argentina para empresas controladas pela Mercuria, cerca de R$ 7,2 bilhões na cotação atual. A transação foi concluída em abril e inclui refino, distribuição e comercialização de combustíveis.
A IG4 assumiu o controle da Braskem (BRKM3, BRKM5, BRKM6) após substituir a Novonor no fim de 2025. A petroquímica tem dívida estimada em US$ 9,8 bilhões, cerca de R$ 49,7 bilhões, e também avalia uma recuperação extrajudicial.