GPA fecha 2º trimestre com prejuízo de R$ 252 milhões e Ebitda maior
Receita líquida recua 9,6%, para R$ 4,2 bilhões, e a dívida líquida chega a R$ 3,647 bilhões, com alavancagem de 3,9 vezes.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Prejuízo líquido consolidado de R$ 252 milhões no 2T26, alta de 16,2% a/a
Ebitda ajustado de R$ 450 milhões (+7,3%) e margem de 10,6%
Dívida líquida de R$ 3,647 bilhões e alavancagem de 3,9x o Ebitda
O GPA (PCAR3) fechou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 252 milhões, 16,2% acima do registrado um ano antes. Nas operações continuadas, a perda atribuída aos controladores somou R$ 204 milhões.
Para o acionista, o trimestre junta receita menor e lucro ainda negativo com margem operacional maior. O ganho vem de cortar operações de baixa rentabilidade, não de vender mais nas lojas.
A empresa afirma que a base de comparação foi inflada por uma indenização de processo tributário recebida no 2T25. Sem esse ganho, o prejuízo das operações continuadas teria recuado cerca de 28,5%.
Ebitda ajustado de R$ 450 milhões sobe 7,3%
O Ebitda ajustado de R$ 450 milhões cresceu 7,3% em um ano. A margem Ebitda ajustada ganhou 1,7 ponto, para 10,6%.
A receita líquida caiu 9,6%, para R$ 4,2 bilhões. As vendas totais recuaram 7%, para R$ 4,713 bilhões, e as vendas em mesmas lojas caíram 0,8% sem o efeito calendário.
Alexandre Santoro, presidente do GPA, afirmou que a rede quer voltar a crescer em vendas, mas "com rentabilidade, gerando caixa e de uma maneira saudável". A queda também reflete o fim do modelo Aliados e a saída do comércio eletrônico de menor margem, segundo a companhia. A ruptura de abastecimento ligada à recuperação extrajudicial atingiu o pico em maio e cedeu nas semanas seguintes.
Dívida líquida de R$ 3,647 bilhões eleva alavancagem a 3,9 vezes
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 385 milhões, piora de 26,4%. As receitas financeiras caíram 71,5%, para R$ 33 milhões.
A dívida líquida de R$ 3,647 bilhões supera os R$ 2,7 bilhões de um ano antes, e a alavancagem de 3,9 vezes o Ebitda ajustado usa o critério pré-IFRS 16. Com os efeitos do plano de recuperação extrajudicial e da venda da participação na financeira FIC, a dívida cairia para R$ 1,182 bilhão e a alavancagem, para 1,3 vez, mas isso depende de homologação judicial.
Capex de R$ 76 milhões cai 52,5%
O capex de R$ 76 milhões caiu 52,5% em um ano, com a suspensão do plano de expansão e menos gasto em tecnologia e logística. No semestre, os investimentos somaram R$ 162 milhões, 55% menos.
A companhia mantém a projeção de investir entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões em 2026. Até junho, capturou R$ 244 milhões em corte de custos e despesas, 58,9% da meta anual de R$ 415 milhões.