GPA fecha em queda de 1,28% após alertar para dúvida sobre continuidade
Prejuízo do quarto trimestre somou R$ 572 milhões, e a companhia tem R$ 1,7 bilhão em dívidas a vencer neste ano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Ação caiu 9,6% na mínima e fechou a R$ 3,09, queda de 1,28%
Dívida líquida de R$ 2,7 bi supera valor de mercado de R$ 1,5 bi
Capital circulante líquido negativo de R$ 1,22 bi e alavancagem de 4,9x
O GPA (PCAR3) afirmou haver dúvida significativa sobre sua continuidade operacional e fechou o dia em queda de 1,28%, a R$ 3,09. Os papéis lideraram as baixas do Ibovespa por boa parte do pregão de quarta-feira (25) e chegaram a recuar 9,6% na mínima do dia.
O receio que derruba o papel é o de um aumento de capital para reforçar o caixa. Analistas especulam com uma operação de até R$ 700 milhões, segundo a InvestNews. Uma emissão amplia o número de ações em circulação e dilui o lucro por ação de quem não tiver recursos para acompanhar a subscrição.
Dívida de R$ 1,7 bilhão vence em 2026
A dívida líquida de R$ 2,7 bilhões supera o valor de mercado da companhia, de R$ 1,5 bilhão. A alavancagem está em 4,9 vezes o Ebitda, e o capital de giro líquido era negativo em cerca de R$ 1,2 bilhão no fim de 2025, segundo a InfoMoney.
Do total, R$ 1,7 bilhão em dívidas vencem neste ano. Na teleconferência, o CEO Alexandre Santoro disse que a companhia negocia com credores e afirmou que o grupo não pode passar anos sem gerar caixa.
Prejuízo cai para R$ 572 milhões no 4T25
O prejuízo de R$ 572 milhões no quarto trimestre ficou abaixo da metade do R$ 1,1 bilhão negativo do 4T24. No acumulado do ano, o prejuízo recuou 65,8%, para R$ 824 milhões.
O Ebitda ajustado cresceu 2% na comparação anual. A margem subiu 40 pontos-base, para 10%. A receita líquida ficou estável, pressionada pela descontinuidade da operação Aliados e por um crescimento de 2% no varejo alimentar.
JPMorgan mantém recomendação de venda
O JPMorgan reiterou a classificação underweight, equivalente a venda, e chamou os resultados operacionais de fracos, ainda que em linha com o esperado. O Itaú BBA ficou neutro, com preço-alvo de R$ 4. A XP apontou fluxo de caixa livre consumido por despesas financeiras, e a Genial elegeu a desalavancagem como principal ponto de atenção.
Santoro afirmou que o momento é de revisar todas as despesas da companhia, com foco em corte de gastos. O fechamento de lojas não foi descartado, mas foi tratado como "a última opção".