GPA pede homologação imediata de plano e cita R$ 382,5 mi em risco
Casas Bahia contesta quórum de 57,49% e aponta R$ 392,9 milhões excluídos da base de cálculo do plano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Quórum de aprovação do plano é de 57,49%, segundo o GPA
Casas Bahia questiona exclusão de R$ 392,9 milhões da base de credores
Homologação parcial poderia liberar cobrança imediata de R$ 382,5 milhões
O GPA (PCAR3) pediu a homologação imediata do plano de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (21), em manifestação protocolada na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A companhia afirmou que a demora na decisão pode afetar o caixa e que os credores que contestam a proposta somam 7,85% dos créditos sujeitos ao plano.
A resposta importa a quem tem ação ou CRI do grupo porque o plano foi aprovado por quórum de 57,49% que aprovou o plano e só produz efeitos com a homologação. Se a Justiça homologar apenas em parte, cerca de poderiam ser cobrados de imediato, na conta do GPA. A empresa também prevê prazos mais curtos de fornecedores e garantias mais caras.
R$ 382,5 milhões em créditos excluídos
Casas Bahia aponta R$ 392,9 mi fora da base de cálculo
A Casas Bahia (BHIA3) questionou a falta de detalhamento de rubricas contábeis e a validade do quórum, citando a exclusão de cerca de R$ 392 milhões em "outros passivos" e de valores de contingências judiciais. O GPA rebateu: R$ 342 milhões são obrigações que não poderiam entrar na recuperação extrajudicial, como tributos parcelados, verbas trabalhistas, IPTU e contratos de tecnologia, auditoria, frete e limpeza. Outros R$ 51 milhões são provisões para o fechamento de lojas.
Mesmo com todo esse valor na base de cálculo, o quórum cairia de 57,49% para 52,94%, ainda acima da maioria exigida pela Lei de Recuperação e Falências, afirmou a companhia.
Risco sacado recua para R$ 20 milhões em março
Os titulares de CRIs contestaram operações de risco sacado. O GPA respondeu que os fornecedores decidem antecipar recebíveis por conta própria e que o saldo caiu para R$ 20 milhões em março, contra R$ 382 milhões em dezembro de 2025. A companhia também rejeitou conflito de interesses no voto do Itaú (ITUB4): a venda de ações da FIC ao banco já foi analisada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, sem indícios de ilegalidade, segundo a empresa.
Opção A atrai 13,5 mil investidores individuais
O GPA informou que a Opção A, que prevê aporte de novos recursos, foi escolhida por 88,40% dos créditos sujeitos ao plano, contra 8,34% da Opção B e 3,26% da C. Mais de 13.500 investidores individuais optaram pela Opção A.
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo pediu prioridade na homologação e afirmou que a indefinição afeta cerca de 35 mil trabalhadores diretos do grupo. A decisão cabe à juíza responsável pelo caso.