Em resumo
- Copom manteve a Selic após sequência de cortes.
- Ajuste previsto é de cerca de 2 pontos do PIB entre 2027 e 2030.
- Meta fiscal de 2027 prevê superávit de R$ 73,2 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto do PIB.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva prepara um ajuste fiscal de 2 pontos do PIB até 2030, mas ainda não confirmou quem comandará a Fazenda no quarto mandato. A equipe econômica sinaliza cortes graduais de despesas e revisão de benefícios tributários, segundo o g1.
A definição interessa a quem tem ação, título público ou dólar. Desde o resultado das urnas, a bolsa caiu e o dólar subiu. O Copom manteve a Selic na quarta-feira (4), interrompendo uma sequência de cortes, e o Brasil segue com o maior juro real do mundo.
Ajuste de 2 pontos do PIB prevê superávit em 2030
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem repetido que o ajuste será da ordem de 2 pontos do PIB no quarto mandato. Em 2026, o resultado primário fica em déficit de 0,4% do PIB. A projeção da equipe é chegar a superávit de 1,6% do PIB em 2030.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, calculou que seria preciso superávit de 2,1% do PIB apenas para estabilizar a dívida pública.
Meta de 2027 prevê superávit de R$ 73,2 bilhões
O pacote em elaboração tem três frentes conhecidas:
- compromisso explícito com o centro da meta fiscal;
- revisão de benefícios tributários;
- novas travas no arcabouço para frear o crescimento das despesas.
A meta central de 2027 prevê superávit de R$ 73,2 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB. A margem de tolerância é de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Pelo piso, o governo cumpre formalmente a meta com R$ 36,6 bilhões.
Outros R$ 64,7 bilhões em precatórios e projetos de defesa, saúde e educação podem ficar fora do limite fiscal. Durigan cita ainda a redução de 10% ao ano nos benefícios fiscais fora da Constituição, medida aprovada no fim de 2026.
Governo descarta desvincular aposentadoria do salário mínimo
Economistas citam medidas que o governo não adotou, como o fim do aumento real do salário mínimo e a desvinculação de aposentadorias do piso nacional. Durigan confirmou na campanha a manutenção da fórmula com ganho real de até 2,5% acima da inflação. Ele também negou avaliar metas para os juros.
O governo enviará ao Congresso um projeto de lei sobre a meta de 2027, para fixar o compromisso com o centro da meta, anunciado pela Fazenda no fim do mês passado.
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