Energisa vira para prejuízo de R$ 40 mi no 2º tri com venda à Taesa
Ebitda ajustado recorrente subiu 1%, para R$ 1,95 bilhão, e a alavancagem recuou a 3,1 vezes com o acordo em Rondônia.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Prejuízo líquido de R$ 40 mi no 2T contra lucro de R$ 490 mi um ano antes
Lucro ajustado recorrente de R$ 88 mi, queda de 80% na base anual
Ebitda ajustado recorrente de R$ 1,95 bi, alta de 1%; alavancagem em 3,1x
A Energisa (ENGI11) fechou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 40 milhões, revertendo o lucro de R$ 490 milhões de um ano antes. O resultado carrega a reclassificação contábil das cinco transmissoras vendidas para a Taesa (TAEE11).
O prejuízo não saiu do caixa. O lucro líquido ajustado recorrente ficou em R$ 88 milhões, 80% abaixo do apurado um ano antes, pressionado por despesas financeiras maiores. Para quem tem o papel, o dado que muda é outro: a alavancagem caiu a 3,1 vezes a dívida líquida/Ebitda, contra 3,5 vezes no fim do primeiro trimestre.
Venda de transmissoras gera baque contábil de R$ 596 mi
A operação com a Taesa soma R$ 2,293 bilhões e foi anunciada em maio, ainda pendente de aprovações finais. Como os ativos vendidos estão no início do contrato, as regras contábeis do setor de transmissão geraram impacto negativo de R$ 596 milhões no resultado financeiro, sem efeito caixa.
"Você tende a gerar um prejuízo contábil, apesar de ter sido uma ótima transação", disse o diretor financeiro Mauricio Botelho, que citou múltiplos de cerca de 10 vezes o Ebitda.
Acordo em Rondônia acrescenta R$ 489 mi ao Ebitda
O Ebitda ajustado recorrente somou R$ 1,95 bilhão, 1% acima do segundo trimestre de 2025. Um acordo entre a Energisa Rondônia e o governo do estado regularizou passivos de mais de 20 anos e adicionou R$ 489 milhões ao Ebitda e R$ 94 milhões ao lucro.
A companhia espera R$ 300 milhões no caixa em 90 dias, ligados a depósitos do processo. O caixa somava R$ 13 bilhões ao fim de junho, suficiente para cobrir os vencimentos de dívida dos próximos três anos.
Gás cresce 35% e receita de distribuição sobe 5%
O trimestre teve desempenho melhor no gás:
Ebitda ajustado do gás: R$ 96 milhões
Norgás: R$ 117 milhões, alta de 35%
ES Gás: R$ 65 milhões, quase 90% acima
Receita líquida da distribuição de energia: R$ 6,5 bilhões, +5%
A receita líquida ajustada consolidada alcançou R$ 7,250 bilhões, 4% maior, com volume consumido nas nove distribuidoras também 4% acima. A venda das ações preferenciais da Denerge por R$ 1,4 bilhão ajudou a reduzir a alavancagem no período.
A Energisa espera concluir a venda à Taesa em agosto.