ISA Energia lucra R$ 174 milhões no 2T26, 32% menos com juros da dívida
Receita líquida regulatória sobe 20,8% com novos projetos de transmissão, mas o custo do endividamento atrelado ao IPCA derruba o lucro.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Receita líquida regulatória de R$ 1,243 bi, +20,8% a/a, com entrada em operação de Água Vermelha, Riacho Grande e Piraquê
Ebitda de R$ 967 mi (+22,5%) e margem Ebitda de 77,8%
67% da dívida indexada ao IPCA, ante 56% um ano antes; despesas financeiras líquidas de R$ 639 mi
A ISA Energia (ISAE4) lucrou R$ 174 milhões no segundo trimestre, 32% menos que um ano antes, com a dívida mais cara. O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, segundo relatório de analistas obtido pela Suno Notícias.
A operação cresceu, mas o ganho foi consumido pela linha financeira. Cerca de 67% do endividamento está atrelado ao IPCA, ante 56% um ano antes, e a inflação mais alta no período encareceu o custo da dívida.
Receita sobe 20,8% com novos projetos
A receita líquida regulatória somou R$ 1,243 bilhão, alta de 20,8% na comparação anual e pouco acima das estimativas. Entraram em operação os projetos Água Vermelha, Riacho Grande e Piraquê, e a Receita Anual Permitida (RAP) subiu com reforços na rede de transmissão.
O Ebitda chegou a R$ 967 milhões, 22,5% mais que um ano antes, com margem de 77,8%. As despesas com pessoal, serviços e manutenção também cresceram no trimestre.
Despesas financeiras de R$ 639 milhões comem o ganho
As despesas financeiras de R$ 639 milhões superaram o esperado. Só a variação monetária negativa foi de R$ 282 milhões, efeito do IPCA maior sobre a parcela indexada da dívida.
A alavancagem medida por dívida líquida/Ebitda ficou em 3,78 vezes ao fim de junho, ante 3,72 vezes no trimestre anterior.
O relatório projeta Ebitda de cerca de R$ 4,1 bilhões em 2026 e acima de R$ 5 bilhões em 2028, com a entrada de novos projetos de transmissão.
Sefaz: mediação marcada para 26 de agosto
Investidores também acompanham a disputa com a Secretaria da Fazenda. Uma nova audiência de mediação em 26 de agosto foi marcada; sem acordo, o processo volta a tramitar na Justiça.
A companhia mantém R$ 2,83 bilhões a receber no caso e provisão de R$ 516 milhões, ambos pelo custo histórico, sem correção pela inflação.