ISA Energia lucra R$ 482,7 mi no 4º tri, queda de 40,4%
Dívida líquida subiu 38,1% em 12 meses, para R$ 14,1 bilhões, e a empresa prevê endividamento alto até 2028.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Receita 4T25: R$ 1,1 bi (-3,1% a/a); lucro: R$ 482,7 mi (-40,4%)
EBITDA 4T25: R$ 854 mi (+7,5%); capex 2025: R$ 5,1 bi (+40,4%)
Dívida líquida: R$ 14,1 bi (+38,1%); JCP aprovado: R$ 0,75/ação
A ISA Energia (ISAE3) lucrou R$ 482,7 milhões no quarto trimestre, queda de 40,4% sobre o 4T24. A receita líquida caiu 3,1%, para R$ 1,1 bilhão.
O EBITDA, porém, subiu 7,5%, para R$ 854 milhões, com avanço de margem. Para quem tem a ação, o trimestre mistura operação melhor e lucro menor, num ano em que a companhia despejou mais dinheiro em obras. No acumulado de 2025, os números ficaram assim:
receita líquida de R$ 4,3 bilhões;
EBITDA de R$ 3,4 bilhões;
lucro líquido de R$ 1,6 bilhão;
capex ex-M&A de R$ 5,1 bilhões, 40,4% acima de 2024.
Dívida líquida sobe 38,1% e pico fica para 2028
A alavancagem é o ponto que o balanço expõe com mais força. A dívida líquida de R$ 14,1 bilhões cresceu 38,1% em 12 meses. Só os financiamentos do BNDES tinham covenants financeiros, e a companhia recebeu carta de abstenção para eventual vencimento antecipado por causa dos indicadores de 2025.
Em entrevista ao Times Brasil, a CFO Silvia Wada disse que o endividamento segue alto e ainda sobe nos próximos dois anos. "Até 2028, mais ou menos." A régua interna de dívida líquida sobre EBITDA fica perto de 4 vezes, segundo ela.
O quarto trimestre concentrou R$ 1,6 bilhão de capex ex-M&A, 31,6% mais que um ano antes. Piraquê está em 92% de avanço físico e Jacarandá, em 76%.
JCP de R$ 0,75 por ação mantém payout de 75%
O conselho aprovou em dezembro JCP de R$ 0,75 por ação, em três parcelas. O total soma R$ 495,3 milhões. Wada afirmou que a empresa não tem política de proventos, e sim a prática de pagar 75% do lucro regulatório, com tendência de mais eventos de distribuição.
O PMSO regulatório caiu 5% no trimestre, para R$ 218,6 milhões.
RBSE entra na reta final, com ciclo até julho
O CEO Rui Chammas afirmou que a RBSE, indenização paga às transmissoras por ativos construídos antes da renovação das concessões, caminha para o fim. A companhia está nos dois últimos ciclos de recebimento.
Há também a disputa com a Sefaz no STJ sobre a Lei 4.819/58, que garante aposentadoria a funcionários admitidos até 1974. A ISA banca 30% do benefício, cerca de R$ 200 milhões por ano. O valor a receber chega a R$ 2,7 bilhões, ou R$ 4,10 por ação. Se o impasse for resolvido, a economia seria de até R$ 1,33 bilhão, ou R$ 2 por ação.