MercadoRegulação e Justiça
Duplicata escritural soma 233 sacadores a dois meses da operação plena
Obrigatoriedade começa em julho de 2027, primeiro para as grandes empresas; a partir daí, bancos só descontarão títulos escriturados.
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Obrigatoriedade começa em julho de 2027, primeiro para as grandes empresas; a partir daí, bancos só descontarão títulos escriturados.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
O cadastro de sacadores da duplicata escritural chegou a 233 estabelecimentos a pouco mais de dois meses do início da operação plena, marcada para janeiro. O número ainda é uma fração do universo de fornecedores que podem emitir o título digital, e a adesão segue facultativa.
A B3 (B3SA3) é uma das três registradoras aptas a escriturar o papel, ao lado de Cerc e Núclea. A indústria estima que a duplicata movimente de R$ 10 trilhões a R$ 13 trilhões em emissões por ano no modelo em papel, segundo o InfoMoney. Sem visibilidade igual para todos os recebíveis, esses títulos ficam concentrados nas mãos de poucos bancos.
Estão na base da Associação para Interoperabilidade entre Infraestruturas do Mercado Financeiro (Apiimf) os 233 estabelecimentos cadastrados como sacadores, os fornecedores que emitem a duplicata. A lista inclui filiais de Nestlé, Chocolates Garoto e Grupo Petrópolis. Há cerca de um mês, eram aproximadamente 20, segundo Calil Gedeon, CFO da Monkey.
A operação roda hoje em ambiente controlado, com um conjunto pequeno de transações. Empresas com dívidas ativas que envolvem duplicatas só entram no ecossistema depois do tombamento dos contratos antigos, e não há emissão contra sacados despreparados. "O volume de empresas que avançaram para a fase de contratação e de integração tecnológica é maior, mas muitas ainda não fizeram a virada definitiva", afirmou Fernando Fontes, CEO da Cerc.
O atrito maior está na ponta do pagamento. Quando o recebível é repassado a um banco, é preciso garantir que o dinheiro chegue ao credor final, e não ao emissor original. O boleto dinâmico do BC entra em fevereiro, vinculado à duplicata e com atualização automática do titular do crédito a cada transferência.
A operação plena, ainda voluntária, começa em janeiro. A exigência entra de forma escalonada a partir de julho do ano que vem, primeiro para as grandes empresas e depois para as de menor porte. A partir de então, os bancos só poderão descontar duplicatas escrituradas.
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