CSN aliena cimenteira à Huaxin por R$ 12,7 bi para abater dívida de R$ 42,1 bi
Huaxin desembolsará cerca de R$ 9,03 bilhões por 99,99% da CSN Cimentos; negócio ainda depende de aval do Cade, da Aneel e de autoridades chinesas.
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Em resumo
Valor da empresa (enterprise value) avaliado em R$ 12,7 bilhões
Conclusão condicionada a Cade, Aneel e autorizações na China
Objetivo declarado: reduzir endividamento e equacionar estrutura de capital
A CSN (CSNA3) assinou no sábado (7) contrato para vender a CSN Cimentos à chinesa Huaxin Building Materials Group. O negócio avalia a cimenteira em R$ 12,7 bilhões e foi comunicado à CVM em fato relevante neste domingo (8).
A venda é a etapa mais concreta do plano de reduzir uma dívida que somava R$ 42,1 bilhões no fim do segundo trimestre de 2026, segundo a InvestNews. A expectativa de acerto com a Huaxin já tinha feito as ações da CSN subirem 8,89% na sexta-feira (6), entre os destaques positivos do Ibovespa. O papel chegou a entrar em leilão por oscilação máxima.
Huaxin paga R$ 9,03 bi por 99,99%
O valor de R$ 12,7 bilhões é o enterprise value, que considera ações e dívidas. Pode ser ajustado até o fechamento pela dívida líquida e pelo capital de giro da cimenteira na data da conclusão. Em documento próprio, a Huaxin afirmou que pagará cerca de R$ 9,03 bilhões por 99,99% da CSN Cimentos, conforme o InfoMoney.
A cimenteira tem cerca de 20% do mercado brasileiro, atrás da Votorantim, segundo o Estadão. A Huaxin cita 21% e diz que a compra seria a primeira entrada de uma produtora chinesa de cimento no país.
Fechamento depende de Cade, Aneel e Pequim
A operação está sujeita a condições precedentes: aprovação do Cade, anuência prévia da Aneel e autorizações regulatórias na China. A CSN diz esperar concluir o negócio assim que as exigências forem cumpridas, sem informar prazo, segundo o Times Brasil.
A Huaxin venceu um processo competitivo aberto em março de 2026 por apresentar a proposta mais vantajosa. A exclusividade com a chinesa foi assinada em 30 de outubro, com prazo de dez dias que se encerraria no início desta semana, informou o Money Times. Conforme o Valor Econômico, o anúncio confirma reportagem antecipada pelo Pipeline, site de negócios do veículo.
Schvartsman assume com a missão de vender mais
Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale, passou a comandar a CSN em setembro, quando Benjamin Steinbruch deixou a direção executiva e assumiu a presidência do conselho. Em outubro, a companhia vendeu a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen ao grupo espanhol Megasa por € 550 milhões.
Depois do cimento, a CSN pretende vender participações minoritárias em infraestrutura e energia, negociar unidades no exterior e buscar um sócio para a divisão siderúrgica.