Cosan avisa NYSE que vai deslistar ADRs; último pregão é 18 de setembro
Empresa segue com ações no Novo Mercado da B3, onde já está concentrada a maior parte da negociação dos papéis, e mantém registro na SEC.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Protocolo do Formulário 25 na SEC previsto para 8 de setembro; último pregão dos ADSs em 18 de setembro
Cada ADS equivale a quatro ações ordinárias CSAN3, que seguem listadas na B3
Dívida líquida da Cosan Corporate caiu 47% no 2T, para R$ 9,22 bilhões, com prejuízo de R$ 320 milhões
A Cosan (CSAN3) notificou nesta terça-feira (18) a Bolsa de Nova York da intenção de deslistar voluntariamente seus ADRs. O último pregão dos ADRs será em 18 de setembro, se o cronograma for cumprido.
Cada ADR equivale a quatro ações ordinárias, e a maior parte da negociação dos papéis já ocorre no Novo Mercado da B3. A saída de Wall Street corta o custo da dupla listagem e integra o plano de simplificar a estrutura de capital aprovado em 14 de agosto.
Protocolo na SEC fica para 8 de setembro
A companhia protocola o Formulário 25 em 8 de setembro junto à Securities and Exchange Commission. As datas são estimativas e dependem do andamento das etapas do processo, segundo o InfoMoney.
A Cosan continuará registrada sob o U.S. Securities Exchange Act de 1934 e seguirá com as obrigações de divulgação da legislação americana. Não pediu listagem dos ADRs em outra bolsa e pode adiar ou retirar o pedido antes que produza efeitos, informou o Seu Dinheiro.
Dívida da holding recua 47% no segundo trimestre
A dívida líquida caiu 47% na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 9,22 bilhões na Cosan Corporate. Cerca de R$ 2,3 bilhões vieram da oferta secundária da Compass (PASS3) e foram usados para amortizar dívidas.
O prejuízo líquido somou R$ 320 milhões, melhora de R$ 625 milhões em um ano. A companhia atribuiu o resultado à menor despesa efetiva de impostos e à queda das despesas administrativas.
Cobertura da dívida mira 0,8 vez a 1,2 vez
O indicador que compara dividendos recebidos das subsidiárias com o custo de servir a dívida estava em 0,2 vez no fim do primeiro semestre. A meta é chegar a 0,8 vez a 1,2 vez, com dividendos previstos de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,8 bilhão.
A holding recebeu R$ 434 milhões em dividendos no primeiro semestre. Pelo ponto médio do guidance, de R$ 1,55 bilhão, faltam cerca de R$ 1,1 bilhão para buscar na segunda metade do ano. Desse total, R$ 586 milhões viriam da venda de terras agrícolas da Radar.
O deslistamento só se conclui após o protocolo do Formulário 25, marcado para 8 de setembro.