Cosan, CSN e Magalu divulgam balanço; CSN mira cortar dívida em R$ 18 bi
Casas Bahia, controlada pela Mapa Capital desde agosto de 2025, e Prio também apresentam resultados nesta semana.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cosan protocola IPO secundário da Compass para levantar R$ 5 bilhões
CSN quer vender ativos e cortar endividamento em até R$ 18 bilhões; alavancagem de 4,8x
Raízen tem dívida líquida superior a R$ 50 bilhões e precisa de reestruturação financeira
Cosan (CSAN3), CSN (CSNA3) e Magalu (MGLU3) divulgam o balanço do quarto trimestre nesta semana, com balanços entre 9 e 13 de março. A agenda também traz Casas Bahia (BHIA3), MRV (MRVE3) e Prio (PRIO3), segundo o InvestNews.
Para quem tem as ações, os resultados vão mostrar se a reestruturação financeira avança. A Cosan faz o primeiro balanço após o aporte de R$ 10 bilhões em setembro do ano passado, que trouxe BTG Pactual (BPAC11) e Perfin ao quadro acionário.
Cosan busca capitalização da Raízen e IPO da Compass
A Raízen (RAIZ4, RAIZ55), joint venture com a Shell, carrega dívida líquida de mais de R$ 50 bilhões e precisa de reestruturação financeira. A companhia estuda um aporte de recursos ou uma recuperação extrajudicial. A Cosan também pediu registro para um IPO secundário da Compass (PASS3), para levantar R$ 5 bilhões destinados ao caixa da holding.
CSN quer reduzir até R$ 18 bilhões com venda de ativos
A CSN (CSNA3) pretende vender participações na CSN Cimento e na CSN Infraestrutura ao longo do ano para cortar dívida em até R$ 18 bi. A alavancagem de 4,8 vezes é o principal indicador monitorado, já que níveis de até duas vezes são considerados saudáveis. O resultado da CSN Mineração (CMIN3) será chave para o fluxo de caixa livre do grupo.
Casas Bahia e Magalu priorizam margem
A Casas Bahia (BHIA3) segue sob controle da Mapa Capital, com 85% de participação desde agosto de 2025, e prioriza serviços e marketplace em vez de volume. A companhia encerrou o plano de reestruturação em dezembro de 2025, e a dívida caiu cerca de R$ 3 bilhões.
O Magalu (MGLU3) inaugurou em dezembro a loja-conceito Galeria Magalu, em São Paulo, com potencial de vender até 10 vezes mais que as lojas tradicionais. A dúvida é se o e-commerce e o Magalu Ads sustentam a margem.
A MRV (MRVE3) divulga o resultado na segunda-feira. A prévia operacional mostrou vendas resilientes no quarto trimestre, mas a queima de caixa segue como principal preocupação. A Prio (PRIO3) reporta na terça-feira, com foco na produção de Frade e Albacora Leste e no custo de extração.
A semana de resultados começa na segunda-feira (9), com Cosan e MRV, e termina na quinta-feira (12), com Magalu.