Casino decide vender fatia de 20,4% no GPA a mercado
Liminar obtida pelo GPA em 17 de abril barra novas vendas do antigo controlador, que já havia negociado 2% em bloco.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Casino quer vender participação de pouco mais de 20% no GPA, avaliada em cerca de R$ 240 milhões
Antes da liminar, Casino vendeu 2% das ações por cerca de R$ 22 milhões e ficou com 20,4%
Arbitragem trata de auto de infração da Receita com passivo estimado em mais de R$ 2,5 bilhões
O Casino decidiu vender a mercado sua fatia de 20,4% no GPA (PCAR3) em vez de negociar o bloco com um investidor estratégico. O GPA foi à Justiça e obteve em 17 de abril liminar que barra novas vendas do antigo controlador.
A fatia ainda em mãos do grupo francês vale cerca de R$ 240 milhões pelo preço de tela. Para quem tem o papel, a saída muda o comando: a família Coelho Diniz chegou a 24,6% do capital e elegeu André Coelho Diniz presidente do conselho em outubro. Silvio Tini, dono da holding Bonsucex, acumula cerca de 24% desde fevereiro.
O GPA também discute retirar do estatuto a cláusula de poison pill, que obriga uma oferta pública a quem ultrapassar 25% do capital. Sem o dispositivo, Coelho Diniz ou Tini poderiam consolidar o controle sem pagar por uma OPA.
Bloco de 2% saiu por R$ 22 milhões
Antes da liminar, o Casino vendeu em bloco pouco mais de 2% das ações por cerca de R$ 22 milhões. A operação reduziu a participação de 22,5% para 20,4%.
Em setembro, o CEO Philippe Palazzi dizia não haver pressa para vender, com o argumento de que havia valor travado no preço. Sete meses depois, a leitura interna mudou: “Hoje a participação do Casino no GPA não tem mais o mesmo ‘sex appeal’”, diz uma fonte ouvida pelo InvestNews.
O grupo francês quer encerrar de vez as operações na América Latina, depois de vender ativos no Uruguai, na Argentina e na Colômbia. O Casino fechou 2025 com dívida líquida de € 1,5 bilhão.
Liminar amarra saída a arbitragem de R$ 2,5 bi
A liminar não trata apenas da venda de ações. Ela se conecta a uma arbitragem na Câmara de Comércio Internacional sobre auto de infração da Receita Federal por dedução de ágio no Imposto de Renda entre 2007 e 2013.
O GPA sustenta que Casino e Península Participações, holding da família Diniz, devem responder por um passivo de mais de R$ 2,5 bilhões. Em abril do ano passado, o Casino retirou as garantias que oferecia no processo, alegando recuperação judicial na França.