Os Estados Unidos propuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação da Seção 301 apontar práticas comerciais desleais do Brasil. O anúncio do USTR isenta café, carne bovina, minério de ferro, celulose e peças de aeronaves.
A lista de exceções reduziu o temor de impacto imediato nas exportações. Com isso, o Ibovespa subiu 1,03% por volta das 15h, puxado por siderúrgicas e mineradoras. Em 2025, as vendas brasileiras aos EUA representaram cerca de 2% do PIB, segundo o Goldman Sachs.
Siderúrgicas disparam na B3
O Seu Dinheiro aponta que as ações ligadas ao minério de ferro lideraram a alta:
- CSN (CSNA3): +9,01%
- Usiminas (USIM5): +8,03%
- Vale (VALE3): +3,67%
- CSN Mineração (CMIN3): +5,73%
- Gerdau (GGBR4): +5,01%
O Goldman Sachs calcula que a alíquota média sobre produtos brasileiros nos EUA subiria de 9% para 13,8%. A troca ocorreria se a tarifa de 10% for substituída pela de 25%.
Alckmin reúne ministros no Planalto
O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu nesta terça-feira (2) com ministros e representantes do Itamaraty para discutir a resposta, segundo O Antagonista. O InfoMoney apurou que o governo avalia abrir o mercado brasileiro a produtos americanos, como equipamentos de saúde e hardwares, como contrapartida. Integrantes do governo não consideram judicializar a medida.
O embaixador Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, afirmou que "continuamos a ter divergências substanciais" com o Brasil.
O governo brasileiro afirma que 76% das importações americanas entraram no mercado nacional sem imposto em 2025. A tarifa média efetiva foi de 3,1%, segundo o Times Brasil.
Audiência pública em 6 de julho
O USTR marcou audiência pública em 6 de julho para ouvir representantes dos dois países. Comentários por escrito podem ser enviados até 1º de julho. O prazo legal termina em 15 de julho, quando os EUA definem se aplicam as medidas.