Squadra leva três nomes ao conselho da Hapvida em assembleia na quinta-feira
Controladores ampliaram participação para 58,62% via aluguel de ações e derivativos antes da votação.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Squadra tem 5,15% do capital e indicou Tania Sztamfater Chocolat, Bruno Magalhães e Silva e Eduardo Parente Menezes ao conselho
Controladores chegaram a 58,62% do capital, com 14% em derivativos e 14% em aluguel de ações
Lucro líquido ajustado caiu 32,3% para R$ 1,23 bilhão; sem ajustes, prejuízo de R$ 237 milhões em 2025
A Squadra indicou três nomes para o conselho de administração da Hapvida (HAPV3), em assembleia marcada para quinta-feira. A gestora, que tem 5,15% do capital, quer eleger Tania Sztamfater Chocolat, Bruno Magalhães e Silva e Eduardo Parente Menezes.
A votação decide se os minoritários terão voz no board de uma empresa que vale R$ 7,1 bilhões na B3. O plano original dos controladores era reeleger os nove conselheiros atuais por chapa única, segundo o NeoFeed. A eleição por voto múltiplo e o apoio de outros minoritários devem ser cruciais para a gestora.
Controladores chegam a 58,62% do capital
Os controladores somavam 58,62% do capital até 24 de abril, excluindo ações em tesouraria. Cerca de 14% desse total vem de derivativos e outros 14% de aluguel de ações. O aluguel permite ampliar o poder de voto sem comprar o papel à vista, porque as ações são devolvidas depois.
Para um gestor de ações que acompanha o setor de saúde, é difícil a Squadra eleger os três indicados. "Um conselheiro já é suficiente para começar a incomodar", disse. Ele vê em Eduardo Parente, com passagem pela Yduqs (YDUQ3), o nome com mais experiência para influenciar o board.
Squadra critica remuneração de R$ 57 milhões
A Squadra aponta conflitos de interesse e questiona a remuneração de R$ 57 milhões proposta para o conselho em 2026. A gestora também critica pacotes pagos ao CEO Jorge Pinheiro, que deixará o comando da companhia. Luccas Adib foi indicado como novo CEO, com mudanças em finanças, estratégia, tecnologia e experiência do cliente.
No último ano, o lucro líquido ajustado caiu 32,3%, para R$ 1,23 bilhão. Sem ajustes contábeis, a companhia teria fechado 2025 com prejuízo líquido de R$ 237 milhões. No quarto trimestre, a margem Ebitda ficou em 9%, queda de 5,2 pontos percentuais na comparação anual.
Ação sobe 15% na semana antes da votação
A ação subiu 5,94% na sexta-feira, 24 de abril. Na semana, acumulou 15% de alta e, no mês, a valorização chega a quase 40%.
Em 12 meses, HAPV3 ainda cai 61,5%. O volume negociado somou R$ 195 milhões, 61% acima da média do primeiro trimestre, segundo a Elos Ayta.
A assembleia que decide os assentos no conselho está marcada para quinta-feira, 30 de abril.