Hapvida vende unidade do Sul com 490 mil vidas e cede cadeiras à Squadra
Família Pinheiro elevou a fatia no capital de 41,5% para 51,3% com 47 milhões de ações compradas via derivativo do BTG Pactual.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Operação Sul à venda: 8 hospitais, 21 clínicas e 490 mil beneficiários
Família Pinheiro subiu de 41,5% para 51,3% com 47 milhões de ações
Ações fecharam em alta de 9,06%, a R$ 11,19
A Hapvida (HAPV3) colocou à venda a operação da região Sul e contratou o BTG Pactual (BPAC11) para conduzir o processo. A companhia também abriu espaço para os três indicados da Squadra Investimentos disputarem cadeiras no conselho de administração.
Para o acionista, a venda atende à principal recomendação da carta que a Squadra enviou à empresa em 1º de abril. A gestora, com 6,98% do capital, sustenta que o desinvestimento reduz a alavancagem, reequilibra o capital regulatório e abre caminho para retomar dividendos. As ações caíram 67% em 12 meses. Nesta quarta-feira (8), subiram 9,06%, a R$ 11,19.
A empresa vale hoje cerca de R$ 5,2 bilhões, uma fração do que já valeu. Desde o IPO, em 2018, os papéis acumulam queda de 85%, enquanto o Ibovespa subiu 120% no mesmo período.
O que está à venda no Sul
Os ativos reúnem a estrutura comprada da Clinipam e do Centro Clínico Gaúcho e mais três hospitais erguidos pela própria Hapvida:
8 hospitais
21 clínicas
carteira de 490 mil beneficiários
Segregada, a operação seria a nona maior operadora do país e a segunda da região Sul. A Hapvida aplicou cerca de R$ 4 bilhões no conjunto: R$ 2,6 bilhões pela Clinipam, em 2020, e R$ 1,06 bilhão pelo Centro Clínico Gaúcho, em 2021, além dos aportes nos hospitais próprios.
Família Pinheiro sobe de 41,5% para 51,3%
A família fundadora elevou a participação de 41,5% para 51,3% ao comprar 47 milhões de ações via derivativo com o BTG. Fontes ouvidas pelo InvestNews afirmam que o movimento consolida o controle e não prevê fechamento de capital. O banco virou acionista relevante, com cerca de 8,43% do capital, segundo o Times Brasil.
Conselho em disputa na assembleia de 30 de abril
A Hapvida reapresentou na terça-feira (7) o boletim de voto a distância com os três nomes da Squadra: Eduardo Parente, ex-CEO da Yduqs (YDUQ3) e presidente do conselho da Equatorial (EQTL3); Tania Sztamfater Chocolat, conselheira da Equatorial e da Totvs (TOTS3); e Bruno Magalhães e Silva, sócio da gestora.
Jorge Pinheiro deixa a presidência após 27 anos e será substituído por Luccas Adib, hoje vice-presidente de finanças. O prazo para enviar o novo boletim termina em 26 de abril, quatro dias antes da assembleia.