Snap faz acordo em ação de segurança infantil e evita depoimento de Spiegel
Google também é processado pelos pais de um adolescente que atribuem crise psicológica ao chatbot Gemini usado no Google Classroom.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Snap fechou acordo confidencial dias antes de julgamento em Los Angeles
Meta pagou quase US$ 17 bilhões em agosto para encerrar disputa sobre saúde mental infantil
Google foi processado por pais de criança que alegam crise após uso do Gemini no Classroom
A Snap (S2NA34) fechou acordo e evitou o depoimento de Spiegel no processo que a acusava de causar sofrimento psicológico grave a dois adolescentes. O acerto saiu dias antes do julgamento em Los Angeles.
O caso pesa para quem tem ação das big techs na carteira. Meta, TikTok e YouTube já haviam acertado com os autores da mesma ação, e uma ofensiva federal movida por distritos escolares segue contra Meta, TikTok, Snap e YouTube. A mira dos advogados migrou do conteúdo publicado para o desenho das plataformas, terreno que a Seção 230, lei federal de 1996, não protege.
Meta pagou quase US$ 17 bilhões em agosto
Em agosto, a Meta concordou em pagar quase US$ 17 bilhões para encerrar disputa com procuradores estaduais sobre saúde mental infantil. Parte desses procuradores ainda persegue as rivais. A Snap afirmou em nota que as partes resolveram o caso de forma amigável e que criou salvaguardas, tutoriais de segurança e parcerias com especialistas.
Para Joseph McNally, diretor de litígios emergentes do escritório McNicholas & McNicholas, os acordos servem para virar a página. "A reputação dos produtos e das companhias foi muito atingida", disse o ex-procurador federal interino do Distrito Central da Califórnia.
Google é processado por causa do Gemini
O Google, braço da Alphabet (GOGL34), enfrenta ação movida pelos pais de uma criança que teria sofrido crise psicológica após conversar com o Gemini no Google Classroom. Os advogados dos autores dizem que a empresa integrou o chatbot de forma apressada aos Chromebooks usados por estudantes. Segundo o Times Brasil, escolas de ensino básico que não permitirem o uso das ferramentas de IA da companhia por alunos perderão acesso à busca. Um porta-voz do Google afirmou que a empresa analisa as alegações e leva o caso a sério.
Litígio entra no prospecto de quem abre capital
Os processos viraram risco declarado para as empresas de inteligência artificial que preparam ofertas públicas. A Anthropic, que pretende abrir capital neste mês, destacou o tema em seu prospecto. A OpenAI responde a ações de procuradores estaduais e de advogados de vítimas que alegam risco do ChatGPT a crianças.
A psicóloga Kate Blocker, diretora de pesquisa da Children and Screens, defende testes de segurança desde o projeto. "Há esperança de que isso motive mudanças sistêmicas reais", afirmou.