BRB corre risco de liquidação e marca capitalização de R$ 8,8 bi
Ex-presidente Paulo Henrique Costa foi preso na 4ª fase da Compliance Zero, que apura fraudes de R$ 12 bilhões com o Banco Master.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Paulo Henrique Costa foi preso na 4ª fase da Operação Compliance Zero.
BRB busca empréstimo de R$ 6,6 bilhões e venda de carteiras de R$ 4 bilhões.
Assembleia para aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões marcada para 22 de abril.
O BRB corre risco de liquidação pelo Banco Central enquanto tenta levantar R$ 8,8 bilhões em um aumento de capital. A crise se agravou nesta quinta-feira, 16 de abril, com a prisão do ex-presidente Paulo Henrique Costa pela Polícia Federal.
A instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal tenta vender ações desde o cancelamento da primeira assembleia. A nova tentativa de votar a capitalização de R$ 8,8 bilhões está marcada para quarta-feira, 22 de abril.
Empréstimo de R$ 6,6 bi teria imóveis do GDF como garantia
O banco negocia um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos. A garantia seriam imóveis do patrimônio público do GDF, o que gerou disputa política.
O BRB também planeja vender carteiras de crédito de R$ 4 bilhões. A Quadra Capital, que administra portos no Espírito Santo, demonstrou interesse na carteira de ativos que o banco comprou do Master.
PF prende ex-presidente do BRB na 4ª fase da Compliance Zero
Paulo Henrique Costa foi preso na operação deflagrada na quinta, 16. A PF apura fraudes estimadas em mais de R$ 12 bilhões entre o Banco Master e o BRB.
Mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, revelaram uma negociação envolvendo seis imóveis em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146 milhões.
A governadora Celina Leão afirmou que o caso é de competência do Judiciário. "O banco está sob nova gestão. É importante separar o banco de toda essa situação, porque o BRB é um banco sólido, é um banco realmente que vai sair deste momento de dificuldade", disse.
O novo ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou ser "radicalmente contrário a socorrer o BRB". O Ministério da Fazenda, a Caixa e o Banco do Brasil já negaram intenção de federalizar o banco.
A próxima tentativa de assembleia geral extraordinária para votar o aumento de capital está marcada para 22 de abril.