Raízen perde grau de investimento e bonds caem para 46 centavos por dólar
S&P cortou a nota da Raízen em sete níveis e a Fitch em oito; a CSN também viu seus títulos recuarem no mercado de crédito corporativo.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Bonds da Raízen caíram para cerca de 46 centavos por dólar, queda próxima de 50% em uma semana
S&P cortou o rating da Raízen em sete níveis e a Fitch em oito
CSN viu seus títulos perderem cerca de 30 centavos por dólar em meio a dúvidas sobre alavancagem
A Raízen (RAIZ4) perdeu o grau de investimento na segunda-feira (9), e seus bonds caíram para cerca de 46 centavos por dólar, recuo de quase 50% em uma semana.
O rendimento dos papéis disparou para 18% ao ano, nível associado a empresas em dificuldade financeira. Para quem tem RAIZ4 ou CSAN3, da controladora Cosan, o mercado passou a precificar uma reestruturação da dívida que atingiria os credores.
S&P corta rating em sete níveis de uma vez
A S&P rebaixou a nota em sete níveis em um único dia, e a Fitch, em oito. O gatilho foi a relutância de Shell e Cosan em aportar novos recursos na companhia.
"Nenhum outro país tem emissores cujos ratings caem tanto em um único dia", disse Omotunde Lawal, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Barings.
CSN também sofre com a fuga
O nervosismo se espalhou para a CSN (CSNA3), que viu seus títulos perderem cerca de 30 centavos por dólar nos últimos dias. A siderúrgica promete reduzir a alavancagem com venda de ativos, mas investidores desmontaram posições antes de qualquer melhora no balanço.
O pano de fundo é o custo da dívida. Com a Selic em 15%, o maior nível desde 2006, empresas muito alavancadas sentem pressão crescente. O estresse, porém, permanece concentrado no crédito: a bolsa brasileira segue em alta e o real se fortaleceu com a entrada de capital estrangeiro.
JPMorgan e Balanz recomendaram antes do tombo
A velocidade da queda surpreendeu analistas. JPMorgan e Balanz haviam elevado a recomendação dos títulos neste mês, vendo a liquidação inicial como oportunidade. A Balanz reconheceu que subestimou a probabilidade de um cenário extremo e não esperava a velocidade do selloff.
O mercado já havia passado por episódio parecido no ano passado, com Ambipar (AMBP3) e Braskem (BRKM5), tratados à época como pontuais.