Raízen submete a acionistas pacote com R$ 35 bilhões em papéis da RESA
Assembleia digital de 30 de outubro também define destituição de todo o conselho e capital autorizado de 200 bilhões de ações.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
AGE em 30 de outubro votará redução de capital de até R$ 35 bi, sem mudança no número de ações
Capital autorizado subirá para até 200 bilhões de ações; novo conselho terá 7 titulares e 7 suplentes
Plano prevê preferenciais Classe B e Units; dívida a reestruturar é de cerca de R$ 65 bi
A Raízen (RAIZ4) convocou os acionistas para votar em 30 de outubro o pacote de medidas do plano de recuperação extrajudicial, homologado em julho. A pauta inclui redução de capital de até R$ 35 bilhões, a troca de todo o conselho e a criação de uma nova classe de ações.
A redução não cancela papéis. A companhia entrega aos acionistas valores mobiliários da Raízen Energia (RESA), que concentra parte do negócio de açúcar e etanol, na proporção e na classe das posições atuais. A etapa depende da conversão do registro da RESA na CVM da categoria B para A e da listagem de suas ações no Nível 2 da B3.
Conselho atual será destituído e novo terá sete titulares
Os acionistas votam a saída de todos os conselheiros, com efeito condicionado à homologação da capitalização do plano. O novo conselho terá sete titulares e sete suplentes, com mandato de três anos. Também vai à votação o capital autorizado de 200 bilhões de ações, limite que permite emitir papéis sem alterar o estatuto a cada operação.
A estrutura acionária passa a ter três classes: ordinárias, preferenciais classe A (as atuais PN) e preferenciais classe B, com voto restrito a temas do plano. Haverá ainda um programa de units, com uma ação ordinária e uma preferencial classe A. O Times Brasil registra que a pauta prevê mudanças no estatuto, com regras para oferta pública de aquisição em caso de participação relevante.
Prejuízo de R$ 1,64 bilhão no primeiro trimestre da safra
Entre abril e junho, a Raízen melhorou o resultado operacional, mas a conta financeira cresceu, segundo o Seu Dinheiro:
Prejuízo líquido de R$ 1,64 bilhão, 11% menor que um ano antes
Receita líquida de R$ 51,46 bilhões, alta de 4%
Ebitda ajustado de R$ 3,85 bilhões, mais que o dobro
Resultado financeiro negativo de R$ 2,97 bilhões, 42,4% maior
A companhia reestrutura uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões. Em setembro, concluiu a venda das operações na Argentina para empresas da Mercuria Energy Group, em transação de US$ 1,42 bilhão.
"A expectativa é que a separação resulte em empresas com estruturas de capital mais saudáveis e menor alavancagem", afirmou o diretor financeiro Lourival Luz. O plano prevê concluir as etapas até março de 2027 e a segregação dos negócios até dezembro do ano que vem.
A assembleia digital em 30 de outubro começa às 11h, com boletim de voto a distância, e os preferencialistas votam a criação da classe B em assembleia especial na mesma data.