Raízen aposta em bancos e debenturistas para aprovar plano até 8 de junho
Bancos detêm 36% da dívida aplicável e debenturistas, 22%, fatia acima do mínimo de mais de 50% exigido na recuperação extrajudicial.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Bancos somam 36% e debenturistas 22% da dívida aplicável ao plano
Proposta converte ao menos 45% da dívida em ações, com credores ficando com 75% a 85%
Prazo para acordo extrajudicial termina em 8 de junho; dívida total é de R$ 65 bi
A Raízen (RAIZ4) calcula ter apoio de bancos e debenturistas para aprovar seu plano de reestruturação, apesar da resistência de detentores de bonds no exterior. A companhia de açúcar e combustíveis entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março, com dívida de R$ 65 bilhões.
A disputa interessa a quem tem ação da Raízen ou da Cosan (CSAN3), sócia da empresa ao lado da Shell. O plano em discussão troca dívida por ações, o que reduz a fatia dos acionistas atuais na companhia.
Bancos somam 36% da dívida e debenturistas 22%
As regras brasileiras de recuperação extrajudicial exigem a concordância de titulares de mais de 50% da dívida. Os bancos representam 36% do total aplicável e os detentores de debêntures, 22%, segundo pessoas familiarizadas com as negociações. Esses grupos bastam para aprovar a proposta, desde que poucos credores desistam.
Credores assumiriam 75% a 85% da companhia
A proposta prevê converter ao menos 45% da dívida em ações. Um comitê de credores liderado pelo diretor financeiro Lorival Nogueira Luz Jr. comandaria a empresa. Os detentores de bonds no exterior seguem pedindo termos melhores e veem crescer a chance de recuperação judicial, disse uma pessoa próxima a eles.
Ometto recua e Shell mantém aporte de R$ 3,5 bilhões
Rubens Ometto, presidente do conselho, ofereceu aportar R$ 500 milhões em capital novo, mas os credores rejeitaram sua permanência no cargo. Agora é improvável que ele faça contribuição relevante. Ometto estuda comprar parte do portfólio de terras da Radar, unidade da Cosan, o que limitaria sua capacidade de injetar dinheiro na Raízen.
A Shell mantém o compromisso de aportar R$ 3,5 bilhões. Em fevereiro, a S&P cortou a nota da Raízen em sete níveis e a Fitch, em oito. A companhia não quis comentar.
O acordo tem de sair até 8 de junho, prazo legal para fechar a reestruturação extrajudicial e evitar a recuperação judicial.