Fundo SDG II do Master, de R$ 5,4 bi, escondeu créditos ligados a Vorcaro
O SDG II tem dois cotistas, entre eles o Hans 95, apontado nas investigações como peça central da rede do Master.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
SDG II tem R$ 5,4 bi em ativos e é o quarto maior de uma rede de 82 FIDCs que soma R$ 65,5 bi
Lormont Participações, ligada a Nelson Tanure, recebeu quase R$ 553 milhões, dos quais ao menos R$ 102 milhões vendidos ao fundo pelo Master
SDG II detém debênture de R$ 380 milhões da Banvox, hoje registrada em nome da DV Holding, de Vorcaro
O fundo SDG II, que tem R$ 5,4 bilhões em ativos, escondeu créditos ruins de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, diz o Times Brasil. O Banco Master usou a estrutura para transferir ao fundo empréstimos de baixa qualidade e abrir espaço para novos CDBs.
Quem tem CDB do Master ou cota em fundo da rede enfrenta riscos diferentes: , não sobre o banco. O fundo virou o principal instrumento de uma operação que melhorou a situação financeira do Master no papel e permitiu nova captação.
os calotes recaíram sobre cotistas do SDG II
Ciclo fechado usava CDB, empresa de fachada e fundo
O Master captava com CDBs, emprestava a empresas de fachada e essas companhias aplicavam nos fundos. Os fundos usavam parte do capital para comprar os próprios empréstimos feitos pelo banco às mesmas empresas. A perda ficava com quem tinha cota no SDG II.
Os maiores créditos no SDG II:
Lormont Participações, ligada a Nelson Tanure: quase R$ 553 milhões, dos quais ao menos R$ 102 milhões foram vendidos ao fundo pelo Master.
Banvox, de Mauricio Quadrado: debênture de R$ 380 milhões.
Super Empreendimentos: R$ 22 milhões a receber.
Tanure informou, por assessoria, que foi cliente do Master em condições corriqueiras e que não conhece cessão de crédito entre instituições financeiras. A Banvox negou participação direta e disse que compras e vendas das debêntures ocorreram no mercado secundário.
Debêntures da Banvox migraram para empresa de Vorcaro
As debêntures da Banvox estão hoje em nome da DV Holding, de Vorcaro. A transferência ocorreu quando Quadrado deixou o Master e entregou suas ações no banco. A Super Empreendimentos funcionava como braço financeiro de Vorcaro e era dona do imóvel que ele usava em Brasília.
O SDG II integra um grupo de 82 FIDCs que somam R$ 65,5 bilhões. O fundo é o quarto maior do grupo e segue ativo, com dois cotistas registrados na CVM.
Um deles é o Hans 95, apontado nas investigações como peça central da teia de fraudes do Master, com participação via fundo Anna. O outro é a MKS Soluções Integradas, uma das 36 companhias que fizeram empréstimos simulados, segundo as investigações.
As operações analisadas abrangem 2020 a 2024. O Banco Master não respondeu aos questionamentos da reportagem desde o dia 8.