Proibição das bets corta receita de Globo, Band e SBT e põe R$ 90 mi em risco
Emissoras chegaram a montar suas próprias casas de apostas antes da medida provisória assinada por Lula.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Outorga federal era de R$ 30 milhões por autorização, válida por cinco anos
Globo, Band e SBT somariam R$ 90 milhões em outorgas, antes dos custos de estruturação
Emissoras e portais perdem publicidade de bets, e operadoras relatam demissões em massa
Uma medida provisória de Lula proibiu as bets no Brasil e cortou receita de Globo, Band e SBT. As três emissoras chegaram a ter suas próprias casas de apostas e agora perdem anunciantes e patrocínios.
Para quem tem dinheiro em mídia, a decisão atinge contratos de publicidade em transmissões esportivas, entretenimento e patrocínio, espaços que as plataformas de apostas ocupavam nos últimos anos. As empresas precisam achar novos patrocinadores para substituir contratos interrompidos.
Portais perdem banners e conteúdo patrocinado
Banners, campanhas digitais e conteúdo patrocinado levavam as bets a leitores de futebol e entretenimento. O fim dessas campanhas elimina uma categoria de clientes e pressiona os departamentos comerciais dos veículos.
Outorga de R$ 30 milhões por cinco anos
O modelo federal cobra uma outorga de R$ 30 milhões por autorização, com validade de cinco anos. Para as três emissoras, o desembolso conjunto chegaria a R$ 90 milhões antes de estruturar as plataformas. Ficam de fora desse valor tecnologia, atendimento, sistemas de pagamento, publicidade e o cumprimento das exigências regulatórias.
Operadoras demitem e vão à Justiça
Nas últimas semanas, as operadoras multiplicaram relatos de demissões em massa, segundo o Times Brasil, sem saber se recuperarão o dinheiro investido nas outorgas. O sistema de apostas regulamentadas passou a operar em 2025, depois que o governo criou exigências para a atuação das empresas.
Os operadores conseguiram autorizações temporárias para voltar a operar em cortes inferiores e chamam a medida de "confisco de dinheiro" aplicado de forma unilateral. A proibição veio sem mecanismos de transição, o que abriu questionamentos jurídicos sobre as outorgas já pagas.