Pré-sal rende R$ 530,4 mi em bônus; Petrobras e Prio ficam com duas áreas cada
Nenhum dos sete blocos vendidos teve disputa entre ofertas, e o ágio mais alto da rodada foi o da Equinor e Galp em Rodocrosita, de 494,64%.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Bônus de assinatura: R$ 94,6 milhões (Magnetita: R$ 93 mi; Hematita: R$ 1,6 mi)
Excedente em óleo ofertado: 32,80% em Magnetita e 7,18% em Hematita
Leilão da ANP: 7 de 13 blocos arrematados, R$ 530,5 milhões em bônus
A ANP vendeu sete dos 13 blocos do pré-sal ofertados nesta quarta-feira, com Petrobras e Prio (PRIO3) levando duas áreas cada. O leilão arrecadou R$ 530,4 milhões em bônus de assinatura e prevê R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos na exploração, segundo a ANP.
Nenhum dos blocos arrematados teve disputa entre ofertas concorrentes. As petroleiras buscaram áreas próximas de campos onde já produzem, o que permite aproveitar infraestrutura instalada e reduzir o custo de desenvolvimento. Para o acionista, o retorno depende da exploração: a Prio não apresentou estimativas de volumes recuperáveis nem orçamento total para as novas áreas.
Petrobras arremata Azurita e Cruzeiro do Sul
A estatal ficou com Azurita, na Bacia de Campos, com excedente em óleo de 30,0% e ágio de 139,81% sobre o mínimo exigido. Em Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos, ofereceu 15,27% de excedente e ágio de 8,07%.
O geólogo Pedro Zalán, da Zag Consultoria, disse ao Money Times que Cruzeiro do Sul é a continuação das reservas de Júpiter, campo com 75% de CO2 na composição. Na avaliação dele, a área é necessária para tornar o desenvolvimento de Júpiter econômico.
Prio paga bônus de R$ 94,6 milhões por duas áreas
A Prio arrematou Magnetita e Hematita, no norte da Bacia de Campos, com bônus de R$ 94,6 milhões, segundo o InvestNews. Desse total, R$ 93 milhões correspondem a Magnetita e R$ 1,6 milhão a Hematita. Os ágios sobre o mínimo chegaram a 132,79% e 315,03%, conforme o InfoMoney.
A companhia informou que avaliará os recursos prospectivos das áreas e, em caso de sucesso, poderá conectar os poços ao FPSO Valente, em Frade. A ligação, chamada de tieback, usa uma mesma unidade de produção para áreas diferentes e já foi adotada em Wahoo.
Equinor leva Rodocrosita com maior ágio da rodada
O consórcio de Equinor e Galp arrematou Rodocrosita, na Bacia de Santos, com ágio de 494,64% e excedente em óleo de 15,52% para a União. A Equinor levou Rubi sozinha, com 25,02% de excedente. As chinesas CNOOC e Sinopec ficaram com Jade, com 18,2%.
O presidente da PPSA, Luis Paroli, afirmou que sete áreas vendidas em um mesmo leilão do pré-sal é um recorde. Pelo cronograma da ANP, a homologação do resultado está prevista para até 18 de novembro. O pagamento dos bônus vai até 30 de dezembro, e a assinatura dos contratos de partilha deve ocorrer até 26 de fevereiro de 2027.