Petrobras compromete R$ 3,22 bi em 21 áreas e reforça aposta em Campos
Desembolso representa 0,44% do valor de mercado da estatal, segundo cálculo da XP, e inclui 12 blocos com 100% de participação na Bacia de Campos.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 6 veículos. Como fazemos
Em resumo
Petrobras pagou R$ 754,197 milhões por cada um dos blocos C-M-115 e C-M-161, com ágio acima de 21.000%
Eneva arrematou seis blocos na Bacia do Parnaíba
O leilão da ANP arrecadou pouco mais de R$ 3 bilhões no total
A Petrobras (PETR3; PETR4) arrematou 21 blocos nos dois leilões da ANP e vai pagar R$ 3,22 bilhões em bônus de assinatura. Os certames ocorreram na quarta-feira (7) e levantaram cerca de R$ 3,54 bilhões, dos quais 91% saíram do caixa da estatal, segundo o InfoMoney.
Para quem tem a ação, o desembolso pesa pouco: equivale a 0,44% do valor de mercado da companhia, nos cálculos da XP. O Morgan Stanley estima quase US$ 600 milhões só nos 12 blocos de Campos, sinal de que a bacia voltou ao radar exploratório depois de perder espaço para o pré-sal de Santos. As novas áreas somam mais de 18 mil quilômetros quadrados ao portfólio, informou a empresa.
Campos leva R$ 2,97 bilhões em bônus
A estatal ficou sozinha com 12 blocos em Campos, todos com 100% de participação. Quatro áreas de águas ultraprofundas consumiram R$ 2,766 bilhões, ou 93% do compromisso da empresa nessa rodada. Nos dois maiores lances, por C-M-115 e C-M-161, ofereceu R$ 754,197 milhões por cada área, com ágio acima de 21.000% sobre o bônus mínimo.
O único adversário foi o consórcio TotalEnergies/QatarEnergy, que disputou cinco áreas com ofertas bem menores. Segundo a XP, os blocos ficam de 115 a 140 quilômetros de Roncador e fora do polígono do pré-sal.
Sete áreas no Ceará e duas na partilha
Na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, a Petrobras fechou consórcio com a QatarEnergy Brasil e ficou com 70% e a operação, pagando R$ 19,9 milhões pela fatia. No leilão de partilha, arrematou Azurita, em Campos, e Cruzeiro do Sul, em Santos, ambos sem concorrência, com R$ 232,4 milhões em bônus somados.
Em Azurita, ofereceu 30% do excedente em óleo à União, ante mínimo de 12,5%. Em Cruzeiro do Sul, a oferta foi de 15,27%, contra 14,13% exigidos no edital.
Eneva leva seis blocos no Parnaíba
A Eneva (ENEV3) arrematou seis áreas na Bacia do Parnaíba, onde já produz gás. A PetroRecôncavo (RECV3) ficou com duas, em Potiguar e Recôncavo. A Prio (PRIO3) levou duas áreas do pré-sal de Campos. A Aguila foi a independente com mais blocos, 12.
Só na concessão, a ANP arrecadou pouco mais de R$ 3 bilhões. Foram 49 blocos vendidos entre os 308 ofertados, número que a Reuters, citada pelo InfoMoney, aponta como 48. A agência estima R$ 1,5 bilhão em investimentos na primeira fase dos contratos.
A Petrobras quita os R$ 3,22 bilhões até 30 de dezembro de 2026.