Brent salta 10,4% e passa de US$ 100 com ataques a petroleiros no Golfo
Ibovespa Futuro caía 0,98% no início do pregão e o IPCA de fevereiro veio em 0,70%, acima do esperado.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Barril acima de US$ 100 por ataques a navios e risco de bloqueio de rotas marítimas no Golfo
Cenário prolongado pode retirar cerca de 0,5 ponto do crescimento mundial e elevar a inflação em quase 1 ponto
Brasil aparece entre produtores fora da zona de conflito que podem ganhar com a demanda por barris alternativos
O barril do Brent voltou a superar US$ 100 nesta quinta-feira (12) depois que dois petroleiros foram atingidos no Golfo Pérsico. O Brent saltou 10,4%, a US$ 101,59. O Ibovespa Futuro recuava 0,98%, a 184.205 pontos, no início do pregão.
A alta reacende a inflação quando o IPCA de fevereiro já veio acima do esperado, o que sustenta aposta em juro alto por mais tempo e encarece o capital de quem investe em Bolsa. Para a Petrobras (PETR4), barril mais caro eleva receita de exportação e dividendos.
Portos iraquianos param e AIE vê maior disrupção da história
Dois petroleiros em águas iraquianas foram atingidos por barcos iranianos carregados de explosivos, segundo autoridades de segurança do Iraque ouvidas pelo InfoMoney. Uma autoridade local disse à mídia estatal que os portos de petróleo do país interromperam completamente as operações.
Nem a liberação recorde de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, anunciada pela Agência Internacional de Energia na véspera, segurou a cotação. O órgão projeta produção mundial no menor nível em quatro anos, e o episódio já é tratado como a maior disrupção da história do mercado de petróleo, segundo O Antagonista.
IPCA de fevereiro sobe 0,70%, acima do previsto
O IBGE informou que o IPCA subiu 0,70% em fevereiro, ante 0,33% em janeiro. Em 12 meses, o índice acumula alta de 3,81%, acima dos 3,77% esperados em pesquisa Reuters. O dólar futuro para abril subia 0,28%, a R$ 5,196.
Exportador ganha espaço, mas diesel importado pesa
Produtores fora da zona de conflito, como Brasil, Canadá e Rússia, podem ganhar com a demanda por barris alternativos, segundo O Antagonista. O país importa diesel e refina menos do que consome, então combustível caro chega ao frete, aos fertilizantes e à logística.
Se o conflito for breve, os preços de energia tendem a recuar ao longo do ano. Num quadro prolongado, o barril fica perto de US$ 100 e tira cerca de meio ponto do crescimento mundial, com inflação quase um ponto maior.
Lula anuncia investimentos em transportes às 11h, em cerimônia no Palácio do Planalto com foco no Paraná.