Em resumo
- Petróleo chega a US$ 110 o barril com a guerra no Irã
- Estreito de Hormuz, cerca de 20% do mercado global, tem tráfego reduzido e afeta 10 milhões de barris por dia
- Brent sobe cerca de 80% desde US$ 59 em janeiro; EUA liberam 172 milhões de barris
Brent sobe 1,8% e toca US$ 110 nesta sexta-feira (27), mesmo com o prazo estendido por Donald Trump para o Irã abrir o Estreito de Ormuz. O contrato com entrega em maio fechou a US$ 109,93. O WTI americano avançou 1,6%, a US$ 96,01.
A alta pressiona a inflação global e o custo de captação. As bolsas europeias recuaram nesta sexta-feira, segundo O Antagonista:
- FTSE 100, de Londres: -1,33%
- DAX, de Frankfurt: -1,50%
CAC 40, de Paris: -0,98%Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram, o que encarece o crédito.
Trump suspende ataques e cita dez petroleiros liberados
Na quinta-feira (26), Trump disse que as conversas com Teerã iam bem e suspendeu os ataques à infraestrutura de energia do Irã até 6 de abril. O governo iraniano ainda não comentou as declarações.
O presidente afirmou que o país liberou a passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Ormuz, contra oito antes, e chamou o gesto de presente aos Estados Unidos.
17,8 milhões de barris por dia interrompidos
A Rystad Energy estima que 17,8 milhões de barris por dia que passavam por Ormuz pararam de circular, com perdas acumuladas de 500 milhões de barris. O Antagonista cita cerca de 10 milhões de barris por dia afetados no estreito. O local responde por 20% de um mercado global de 100 milhões de barris diários.
Para Paola Rodriguez-Masiu, analista-chefe de petróleo da Rystad, "essa fase está chegando ao fim", em referência ao amortecedor de estoques que conteve os preços nas últimas semanas.
Brent acumula alta de 80% desde janeiro
O Brent subiu cerca de 80% desde a mínima de US$ 59 em janeiro. Os Estados Unidos liberaram 172 milhões de barris em uma das maiores operações de emergência da Agência Internacional de Energia.
O conflito já provoca a maior interrupção de oferta de petróleo da história, segundo O Antagonista. A pausa nos ataques à infraestrutura de energia do Irã vale até 6 de abril.
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