EmpresasRegulação e Justiça
Diesel custaria o dobro sem subvenção de R$ 3,52, diz setor
Petrobras cobra R$ 3,57 pelo litro do diesel na refinaria, o equivalente a 47% do preço praticado no mercado internacional.
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Petrobras cobra R$ 3,57 pelo litro do diesel na refinaria, o equivalente a 47% do preço praticado no mercado internacional.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Representantes de refinarias privadas e de importadores afirmam que o diesel custaria o dobro sem a subvenção do governo, hoje em R$ 3,52 por litro. As declarações foram dadas à Broadcast e publicadas pelo InfoMoney e pelo Times Brasil.
A diferença aparece no caixa da Petrobras (PETR4). Segundo a Abicom, associação dos importadores de combustíveis, a estatal vende o diesel a 47% do preço externo: cobra R$ 3,57 por litro na refinaria, contra R$ 7,497 no mercado internacional. Na gasolina, a Petrobras pede R$ 3,80, ante R$ 7,00 lá fora.
Para depender menos de importação, a estatal subiu o processamento e opera perto de 98% da capacidade. Também evitou repassar de uma vez as altas do petróleo às refinarias, combinando a política de preços com subsídios montados pelo governo.
O governo zerou PIS/Cofins e Cide sobre a gasolina e prorrogou desonerações do etanol, segundo as duas publicações. Pagou ainda subvenções diretas a produtores e importadores de diesel e etanol, com exigência de repasse integral ao consumidor, financiadas em parte pela tributação sobre a exportação de petróleo.
“As importadoras não têm como concorrer com a Petrobras”, diz Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil. Ele afirma que a medida segura a inflação no curto prazo, mas a conta tende a aparecer adiante, porque o preço doméstico se descola do internacional.
O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, diz que o arranjo funcionou como suporte à Petrobras, que produz muito, vende barato e é compensada com parte do imposto de exportação do que ela mesma embarca.
Araújo aponta subvenções empilhadas de R$ 3,52 por litro no diesel. Uma parcela de R$ 1,40 está na reta final. A outra, de R$ 2,12, vence no fim do mês.
Ele espera corte gradual do auxílio depois das eleições, porque o governo já enfrenta problemas de caixa. A primeira parcela vence em 12 de novembro.
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