Petrobras paga R$ 6,97 bi e amplia fatia em Mero para 41,40%
Estatal levou áreas não contratadas do pré-sal em leilão da PPSA ao lado da Shell e deve reduzir dividendos do 4º trimestre, projeta o Bradesco BBI.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Petrobras eleva participação em Mero de 38,60% para 41,40%
Lances com Shell somam R$ 8,8 bi; desembolso da Petrobras é de R$ 6,97 bi
BBI projeta dividendo trimestral de US$ 1 bi a US$ 1,5 bi no 4º tri, ante US$ 2,3 bi no 3º tri
A Petrobras (PETR3;PETR4) arrematou nesta quinta-feira (4) fatias da União em áreas não contratadas dos reservatórios de Mero e Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, em leilão da Pré-Sal Petróleo (PPSA). A estatal vai desembolsar R$ 6,97 bilhões pela parte que lhe cabe nas duas áreas, em consórcio com a Shell.
O movimento interessa ao acionista porque sai do caixa da companhia e disputa espaço com o pagamento de proventos. O Bradesco BBI projeta dividendo trimestral de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão no 4º trimestre, a ser pago no 2º trimestre de 2026, abaixo dos .
US$ 2,3 bilhões distribuídos no 3º trimestre
Fatia em Mero sobe para 41,40% com prêmio de 1,9%
Em Mero, o consórcio Petrobras (80%) e Shell (20%) fez o único lance, de R$ 7,79 bilhões, com prêmio de 1,9% sobre o mínimo de R$ 7,64 bilhões. A participação da estatal na jazida compartilhada sobe de 38,60% para 41,40%.
Em Atapu, a dupla levou a área por R$ 1 bilhão, ágio de 16% sobre o piso de R$ 863 milhões, com Petrobras (73,24%) e Shell (26,76%). A área de Tupi ficou sem proposta, diante de preço mínimo de R$ 1,69 bilhão.
Os lances totais do consórcio somaram R$ 8,8 bilhões. O Bradesco BBI calcula desembolso de cerca de US$ 1,3 bilhão, acima do teto de US$ 1 bilhão que projetava para o leilão inteiro, e vê apetite ligeiramente maior que o esperado. O JPMorgan gostou do ágio pequeno, de 3,3% sobre o mínimo na média, e da disciplina de não disputar Tupi.
Produção adicional de 16 mil a 18 mil barris por dia
A aquisição deve acrescentar de 16 mil a 18 mil barris por dia à produção da Petrobras, segundo o Bradesco BBI. O banco estima taxa interna de retorno real de cerca de 15%, abaixo de um projeto típico do pré-sal, mas com risco menor porque os campos já produzem.
O Goldman Sachs afirma que a estatal já opera unidades nesses campos e que o resultado não deve surpreender investidores. O banco mantém recomendação de compra, com dividendo estimado de 9% para 2026. JPMorgan e Bradesco BBI também recomendam compra, este com preço-alvo de R$ 40 para PETR4.
O consórcio também pagará valores contingentes à União quando o preço médio anual do Brent superar US$ 55 por barril. A assinatura do contrato está prevista para 4 de março de 2026, com entrada no consórcio operacional em 1º de março de 2027.