Embraer entrega 244 aviões em 2025 e backlog sobe 20%, a US$ 31,6 bi
Safra vê ação a US$ 92 no fim de 2026, potencial de 23%, após Azul reduzir pedido de 51 para 25 E195-E2 na recuperação judicial.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Carteira total de pedidos firmes: US$ 31,6 bilhões no fim de 2025
Aviação comercial: US$ 14,5 bilhões, alta anual de 42% e queda trimestral de 5%
Aviação executiva: US$ 7,6 bilhões, alta anual de 3% e trimestral de 4%
A Embraer (EMBJ3) fechou o quarto trimestre com carteira de pedidos recorde de US$ 31,6 bilhões, 20% acima de um ano antes. O total ficou 1% acima do registrado no terceiro trimestre, segundo a InvestNews.
Para o acionista, o backlog é receita futura: são contratos assinados de jatos e serviços que só entram no resultado quando a aeronave é entregue. Uma carteira maior dá visibilidade de produção e de caixa para os próximos anos. O papel subiu 16,73% desde o começo de 2026, depois de avançar 75% em 2025.
Azul corta pedido de 51 para 25 E195-E2
A aviação comercial, a divisão mais rentável segundo o InfoMoney, somou US$ 14,5 bilhões em encomendas, alta de 42% sobre o quarto trimestre de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o valor caiu 5%.
A Embraer atribui o recuo à renegociação com a Azul (AZUL3) dentro da recuperação judicial da aérea, que reduziu pedido de 51 para 25 E195-E2. No trimestre, a fabricante ainda fechou vendas com TrueNoord (20 E195-E2), Helvetic (3 E195-E2) e Air Côte d'Ivoire (4 E175).
As demais divisões, em valores de carteira:
Executiva: US$ 7,6 bilhões, alta de 3% em um ano e recorde histórico.
Defesa e Segurança: US$ 4,6 bilhões, 10% acima de um ano antes.
Serviços e Suporte: US$ 4,9 bilhões, crescimento de 7% e novo recorde.
Segundo o Times Brasil, a área de defesa acertou a venda de 5 KC-390 para Suécia e Portugal. O segmento tem 33 pedidos firmes do cargueiro e 31 do A-29 Super Tucano.
Entregas chegam a 244 aeronaves em 2025
A fabricante entregou 91 aeronaves no quarto trimestre, 21% mais que um ano antes. Em todo 2025, foram 244 aeronaves entregues, avanço de 18%.
A comercial somou 78 jatos no ano, dentro da faixa estimada pela companhia. O book-to-bill da divisão ficou em 2,8 vezes, segundo o Seu Dinheiro, e o índice acima de 1 significa que entraram mais pedidos do que aviões saíram.
A executiva entregou 155 jatos no ano, recorde. Foram 53 no quarto trimestre, alta de 20%. A empresa também iniciou a construção de um hangar de manutenção em Fort Worth, no Texas, com inauguração prevista para 2027 e capacidade 50% maior para E-Jets nos EUA.
Safra eleva preço-alvo para US$ 92
O Safra elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de US$ 70 para US$ 92 por ação. A cifra implica potencial de 23%, com recomendação de compra mantida. O Itaú BBA projeta Ebit 20% maior neste ano, e o BTG Pactual afirma que o foco dos investidores deve migrar para a execução de margens.
Nesta semana, a Embraer assinou acordo com a indiana Adani Defence & Aerospace para cooperar em fabricação, cadeia de suprimentos e treinamento de pilotos. O presidente da aviação comercial, Arjan Meijer, disse que a meta é retomar entregas de cerca de 100 jatos por ano em dois anos.