MercadoEconomia
Dólar ronda R$ 5,50 após payroll forte e chance de alta do Fed em dezembro
Payroll mostra 165 mil vagas em outubro e desemprego em 4,1%, levando a XP a cortar a projeção do dólar para R$ 5,30 em 2026.
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Payroll mostra 165 mil vagas em outubro e desemprego em 4,1%, levando a XP a cortar a projeção do dólar para R$ 5,30 em 2026.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
O dólar comercial rondava a estabilidade nesta sexta-feira (6), perto de R$ 5,50, depois de o payroll americano vir bem acima do esperado. Perto das 13h, a moeda à vista subia 0,04%, a R$ 5,4905.
A força do mercado de trabalho americano reforçou a aposta em nova alta de juros pelo Federal Reserve em dezembro. Para quem tem dinheiro aplicado no Brasil, isso significa dólar mais caro e menos espaço para o Banco Central cortar a Selic, o que mexe com a curva de juros, com os títulos públicos e com a bolsa.
A economia americana gerou mais que o dobro do previsto. O desemprego recuou a 4,1%, de 4,2% em setembro, mesmo com o aumento da participação na força de trabalho. Os salários subiram 0,4% no mês e 3,1% em 12 meses.
As fontes divergem sobre a expectativa antes do dado: o Valor Econômico cita consenso de 59 mil vagas, enquanto o InfoMoney aponta 70 mil em uma passagem e cerca de 65 mil em outra. As revisões de agosto e setembro elevaram esses meses para 84 mil postos, o que leva a média trimestral a 137 mil.
Depois do relatório, a probabilidade de aperto na reunião de dezembro saltou de 67% para 77%, segundo dados do CME Group (CHME34) citados pelo Valor. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis divisas, avançava 0,69%, a 102,25 pontos, no maior nível desde meados de 2025.
O câmbio brasileiro também sentiu o efeito fiscal. "Um câmbio mais alto pressiona a inflação e reduz o espaço para cortar a Selic", diz André Matos, CEO da MA7 Capital.
A XP (XPBR31) revisou a projeção da taxa de câmbio de R$ 5 para R$ 5,30 em 2026 e de R$ 5,30 para R$ 5,50 em 2027. A economista Luíza Pinese escreve que os indicadores de risco do Brasil já se aproximam de níveis de estresse vistos em crises anteriores, o que dá menos espaço para piora do que para melhora.
O Fed decide a política monetária em dezembro, na última reunião do ano, e o Copom acompanha o efeito do câmbio sobre a inflação.
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