Bancos se dividem e Copom decide nesta quarta entre Selic a 13,75% e 13,50%
Opções do mercado indicavam 72,5% de chance de manutenção da Selic na véspera da reunião.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Opções indicam 72,5% de chance de manutenção da Selic em 13,75%
Bradesco projeta corte de 0,25 ponto, para 13,50%
Focus: Selic de 2026 sobe de 13,25% para 13,50%; inflação de 2027 vai de 4,34% para 4,76%
O Copom decide nesta quarta-feira se mantém a Selic em 13,75% ou corta mais 0,25 ponto, com o mercado dividido. O anúncio sai após as 18h.
A definição mexe na remuneração dos títulos públicos e no custo do crédito de empresas e famílias. O mercado chega à reunião depois de a semana de 30 de outubro ter derrubado o Ibovespa em 18,12%, a quinta maior queda semanal desde o Plano Real, segundo o g1. As empresas listadas na B3 (B3SA3) tiveram perda de R$ 963 bilhões em valor de mercado no período, o equivalente a 1,31 vez o valor da Petrobras (PETR4).
A taxa está em 13,75% desde setembro, quando o Copom fez o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto.
Itaú, XP e Santander passam a prever pausa
Itaú, XP, Goldman Sachs, Santander e C6 Bank projetam manutenção da Selic em 13,75%. O Santander retirou na terça a previsão de corte que sustentava desde setembro. A XP, que esperava 13,25% no fim de 2026, agora trabalha com taxa parada até 2027. Bradesco e Inter mantêm a aposta em corte de 0,25 ponto, para 13,50%.
As opções vinculadas à decisão indicavam 72,5% de chance de manutenção na véspera, segundo o Times Brasil. Já o g1 relata que a maioria dos economistas dos bancos ainda aposta em corte, com parcela considerável prevendo manutenção.
Focus eleva Selic e inflação de 2027
O primeiro Boletim Focus após o segundo turno subiu as medianas:
Selic no fim de 2026: de 13,25% para 13,50%
Selic no fim de 2027: de 11,75% para 12,50%
IPCA de 2027: de 4,34% para 4,76%
Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana já aponta Selic em 13,75% nesta quarta e nesse nível até a primeira reunião de 2027, segundo o Times Brasil.
Dívida de 82,9% do PIB pressiona juros longos
O setor público acumulou déficit nominal de R$ 1,28 trilhão nos 12 meses até setembro. A dívida bruta de 82,9% do PIB equivale a R$ 11,1 trilhões, contra 71,7% em dezembro de 2022. Os juros futuros longos abriram perto de 250 pontos-base na semana seguinte à eleição.
A decisão do Copom sai após as 18h desta quarta-feira (4). O comitê volta a se reunir em dezembro.