Oi admite insolvência com R$ 15 bi em dívidas e pede manter serviços
Juíza Simone Chevrand pediu a manifestação e decide entre continuidade e liquidação, que levaria a Oi Soluções, de R$ 2 bi de receita, a leilão.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Dívida bruta de R$ 37,5 bilhões no fim de 2024
Recuperação judicial em curso desde março de 2023
Participação na V.tal reduzida a 27,26% em agosto de 2025
A Oi informou nesta sexta-feira (7) à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que sua situação financeira pode configurar insolvência. A companhia pediu continuidade provisória dos serviços até que a operação seja transferida a outras empresas.
A manifestação atende a pedido da juíza Simone Chevrand, que em outubro quis saber se ainda havia condições de tocar a recuperação judicial ou se o caso deveria seguir para liquidação. Para quem ainda tem a ação, a ordem de pagamento é ruim: numa liquidação, os ativos restantes são vendidos para quitar credores, e o acionista fica atrás de todos eles na fila.
Segunda recuperação soma mais de R$ 15 bi em dívidas
A primeira recuperação judicial da Oi começou em 2016, com cerca de R$ 65 bilhões em débitos. Na segunda, aberta em março de 2023, a companhia tem mais de R$ 15 bilhões a pagar dentro e fora do plano. A dívida bruta encerrou 2024 em R$ 37,5 bilhões, segundo o InvestNews.
Em fato relevante, a Oi afirmou que não consegue mais arcar com as dívidas fora do plano nem gerar caixa suficiente para manter as operações e cumprir o acordo com credores.
A venda de ativos segue como principal fonte de liquidez do grupo, aponta o relatório mensal dos administradores judiciais citado pelo Seu Dinheiro. Em fevereiro, a UPI ClientCo foi comprada pela V.tal e pela BGC Fibra por R$ 5,68 bilhões.
Vivo e rivais sinalizam interesse na Oi Soluções
A petição foi feita em conjunto com o interventor nomeado após o afastamento da diretoria e do conselho de administração, acusados de esvaziar o patrimônio da companhia. Se a Justiça optar pela liquidação, os ativos que sobraram serão alienados para abater dívidas. O maior deles é a Oi Soluções, braço de serviços corporativos com receita anual perto de R$ 2 bilhões, que pode atrair ofertas de TIM, Claro e da Vivo (VIVT3), segundo o Times Brasil.
Cindacta está entre os serviços que precisam de transição
A Oi atende três das cinco unidades regionais do Cindacta, órgão que comanda o tráfego aéreo no país. O gestor judicial, Bruno Rezende, propôs manter a estrutura operacional de pé até a transferência dos serviços.
Cabe à juíza Simone Chevrand decidir se o grupo continua em recuperação judicial ou se a liquidação é encaminhada. No mês passado, ela adiou a análise em dez dias.