Meta diz ao TSE que oposição teve 13% mais alcance no Instagram
Empresa afirma que diferenças refletem estratégias das campanhas e que reassistidas inflaram vídeos de Nikolas Ferreira.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Oposição teve alcance 13% maior que a base governista no período analisado
Flávio Bolsonaro alcançou mais pessoas por publicação; Lula teve maior alcance total
Meta diz que repetição de visualizações pode ter inflado vídeos de Nikolas Ferreira
A Meta (M1TA34) negou viés político ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (6) na distribuição de conteúdo no Instagram durante a campanha de 2026. A empresa apresentou um levantamento para contestar relatórios de terceiros que apontavam tratamento desigual entre candidatos.
Para quem tem a ação, a manifestação mostra que a dona do Instagram, Facebook e WhatsApp segue sob escrutínio da Justiça Eleitoral. A disputa envolve regras de moderação de conteúdo político, tema que afeta a operação da plataforma no Brasil.
Oposição teve alcance 13% maior que base governista
A Meta comparou o alcance de contas ligadas à oposição e à base governista entre 16 de agosto e 25 de outubro. O número de pessoas que viu ao menos um conteúdo da oposição foi 1,13 vez o da base governista, uma diferença de 13%, segundo o InfoMoney.
A empresa afirmou que a maior parte do alcance veio dos próprios seguidores. O conteúdo chegou a não seguidores principalmente por compartilhamentos e visitas diretas aos perfis, não por recomendações automáticas.
Lula somou mais alcance total; Flávio, mais por publicação
No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, a Meta disse que o presidente publicou com mais frequência e alcançou menos pessoas por postagem, mas atingiu público maior no total. Flávio publicou menos e alcançou mais pessoas por publicação. A empresa sustenta que as diferenças refletem as estratégias digitais das campanhas.
Reels de Nikolas tiveram mais reassistidas
A Meta também apontou que pessoas que assistiram aos Reels de Nikolas Ferreira reassistiram aos vídeos com mais frequência do que as que reviram conteúdos de Lula, Flávio Bolsonaro e Erika Hilton. Para a empresa, isso pode ter inflado as visualizações sem representar necessariamente um público maior. “Diferenças de alcance não são evidências de favorecimento”, diz a Meta.
A distribuição de conteúdos de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal já havia sido alvo de determinações do TSE durante a campanha eleitoral.