Em resumo
- Copom: corte de 0,25 p.p. para 13,75% ao ano, decisão prevista para após 18h
- Fed: alta de 0,25 p.p. para 3,75%-4,00%, primeira em três anos
- BTG projeta pausa em novembro; Pine vê Selic em 13,25% no fim de 2026
O Copom deve cortar a Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16), horas depois de o Fed elevar os juros nos EUA. O corte de 0,25 ponto, para 13,75%, é a aposta majoritária do mercado, e a alta americana seria a primeira alta de juros em três anos.
A Selic menor reduz o retorno de quem está em Tesouro Selic ou fundo DI, mas o que mexe com a curva é o comunicado, previsto para depois das 18h. Um tom cauteloso segura a queda dos juros futuros; uma sinalização aberta reforça a aposta em novos cortes.
Focus repete 13,75% há cinco semanas
Segundo a Suno Notícias, a mediana do relatório Focus está em 13,75% há cinco semanas. Daycoval e Boa Brasil Capital também projetam 0,25 ponto, e o Pine espera decisão unânime do Copom.
Para 2026, o Focus projeta inflação de 4,9%, acima do centro da meta de 3%. Para 2027 e 2028, as estimativas são de 4,3% e 3,8%. O BTG Pactual (BPAC11) espera pausa em novembro depois do corte, o que ajudaria a estabilizar as expectativas.
Fed sobe para 3,75%-4,00% com Warsh
Nos EUA, o Fed deve elevar o intervalo dos Fed Funds de 3,50%-3,75% para 3,75%-4,00%. A Nomad calcula que a chance de alta subiu de 60% para perto de 90% nos últimos dias, segundo o Times Brasil, após o discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole e a disparada do petróleo acima de US$ 100.
O Banco Pine (PINE4) diz que o mercado vai olhar menos o tamanho da alta e mais os sinais de Warsh sobre os próximos passos. O Banco da Inglaterra deve manter a taxa em 3,8%, e o Banco do Japão deve subir para 1,25%, o maior nível desde 1995.
Projeções para o fim do ciclo divergem
- Nomad: Selic a 13,75% no fim de 2026 e 12% em 2027.
- Pine: 13,25% neste ano, com flexibilização gradual em 2027.
- BTG Pactual: 13,75% em 2026 e 12,50% em 2027.
Valdir Piran Jr., CEO do Grupo Intra, vê espaço para cortes de 0,50 ponto adiante se a atividade confirmar a desaceleração. Ele cita a queda de 0,8% no varejo de julho, oito vezes acima do esperado. O PIB do segundo trimestre cresceu 0,5%, contra 0,3% projetados.
O Copom anuncia a decisão após as 18h desta quarta-feira; o Fed, por volta das 15h.
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