Dívida bruta perto de 83% do PIB pauta reunião de Lula com economistas no Alvorada
Plano fiscal só será detalhado após viagem do presidente à Turquia e às Filipinas, entre 15 e 17 de novembro, segundo o ministro Dario Durigan.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de redução
Dívida bruta brasileira próxima de 83% do PIB; juros somam cerca de 9% do PIB em 12 meses
Governo ainda não apresentou pacote fiscal definitivo para 2027
Lula reuniu ministros e economistas no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira (5) para tratar da dívida pública e da política econômica. Medidas fiscais ficam para depois da viagem do presidente à Turquia e às Filipinas.
A dívida bruta perto de 83% do PIB e as despesas com juros de cerca de 9% do PIB em 12 meses, segundo o InfoMoney, sustentam a cobrança por um plano capaz de estabilizar o endividamento. Quem tem título público ou ação brasileira acompanha a disputa porque o tamanho do ajuste define o ritmo de queda dos juros.
O encontro ocorreu um dia depois de o Copom interromper uma sequência de cinco cortes e manter a Selic em 13,75% ao ano. O Banco Central citou riscos inflacionários e pediu cautela com a deterioração das expectativas.
Durigan vai afunilar medidas após a viagem
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse a jornalistas que ele e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, vão "afunilar e endereçar eventuais medidas" para apresentar a Lula quando ele voltar. O presidente vai à COP31, em Antália, na Turquia, e depois à cúpula da Asean, nas Filipinas, entre 15 e 17 de novembro.
Durigan afirmou que o governo vai melhorar o resultado primário a cada ano do próximo mandato e reforçar as regras fiscais vigentes, sem listar quais. Ele não detalhou medidas específicas discutidas no Alvorada.
Galípolo é convidado, mas não vai ao encontro
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado, mas não participou da reunião e viajou a São Paulo, segundo a Forbes Brasil. O InfoMoney havia noticiado a previsão de participação dele no encontro.
Estavam na reunião o vice Geraldo Alckmin, os ministros Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o ex-presidente do banco Luciano Coutinho, o empresário Eduardo Moreira e a economista Laura Carvalho.
Durigan critica proposta de Selic a 7,5% ao ano
Durigan disse que a taxa de juros brasileira é alta e prejudica todos os setores, mas evitou comentários valorativos sobre a decisão do Copom. Ele classificou como deficiente a proposta do economista André Lara Resende de criar um conselho fiscal e monetário e reduzir a Selic gradualmente até 7,5% ao ano.
Lula faz pronunciamento em rede nacional no domingo (8), quando pretende reafirmar o compromisso com as contas públicas e com os programas sociais.