Itaúsa desembolsa R$ 418 milhões por fatia maior na Aegea antes da estreia na bolsa
Aporte total de R$ 1,2 bilhão foi dividido com o fundo soberano de Singapura GIC, que colocou R$ 781,9 milhões e ficou com a maior parte da operação.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Aumento de capital de R$ 797,6 milhões saiu a R$ 55,29 por ação
Itaúsa aportou R$ 418,1 milhões e GIC, R$ 781,9 milhões nas duas operações
Governo de Minas detém 50,03% da Copasa; leilão poderia render R$ 10 bilhões
A Itaúsa (ITSA4) e o fundo soberano GIC vão aportar R$ 1,2 bilhão na Aegea antes do IPO da companhia de saneamento. Os acionistas aprovaram as duas operações na segunda-feira (9), em assembleia.
Para quem tem a ação da Itaúsa, o aporte de R$ 1,2 bilhão antes do IPO amplia a fatia numa empresa que prepara a estreia na bolsa e estuda entrar na privatização da Copasa. A holding vai usar caixa próprio e afirma que a decisão faz parte da estratégia de alocação de capital.
Dois aumentos de capital somam R$ 1,2 bilhão
O primeiro aumento somou R$ 797,6 milhões, com 14,4 milhões de novas ações ordinárias. Cada papel saiu a R$ 55,29.
O GIC ficou com R$ 519,7 milhões e a Itaúsa, com R$ 277,9 milhões. Na mesma assembleia, os acionistas liberaram um segundo aumento, de R$ 402,4 milhões.
O fundo de Singapura comprometeu R$ 262,2 milhões e a holding, R$ 140,2 milhões. Somados, os dois aportes dão à Itaúsa desembolso de R$ 418,1 milhões e ao GIC R$ 781,9 milhões.
Leilão da Copasa atrai Aegea e Sabesp
A Aegea também acompanha a desestatização da Copasa (CSMG3), autorizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais no fim de 2025. O estado controla 50,03% do capital.
"Estamos na expectativa dos documentos e da modelagem", disse o presidente Radamés Casseb, em evento do BNDES. Ele citou a Selic a 15% ao ano como fator para definir a participação da empresa no leilão.
O governador Romeu Zema afirmou à Reuters que a venda poderia render ao menos R$ 10 bilhões aos cofres públicos. A Sabesp (SBSP3) também estuda disputar o ativo, segundo o diretor financeiro Daniel Szlak.
O governo mineiro planejava realizar o leilão até abril, à espera da modelagem final do processo.