Aegea negocia com Itaúsa e GIC aporte de US$ 1 bi a US$ 5 bi para Copasa
Parte do capital deve reduzir a alavancagem da Aegea para 3,5 vezes a dívida líquida/Ebitda.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Aporte de até US$ 5 bilhões liderado por GIC e Itaúsa
Itaúsa injetará ao menos R$ 1,5 bilhão; GIC, cerca de R$ 3 bilhões
Aegea contratou Itaú BBA, Citigroup e BTG Pactual para potencial oferta por 30% da Copasa
A Aegea negocia um novo aporte de acionistas liderados por Itaúsa (ITSA4) e pelo fundo soberano GIC para financiar uma eventual oferta pela Copasa (CSMG3). As fontes divergem sobre o tamanho, e o InvestNews cita até US$ 5 bilhões, enquanto o Times Brasil aponta até US$ 1 bilhão.
Para quem tem Itaúsa, o aporte mexe com o caixa da holding e com a exposição ao saneamento. O aporte dá à Aegea capital para a disputa pela Copasa, cujo processo de privatização está entre os mais disputados do setor. A Sabesp (SBSP3) avalia uma oferta e contratou o Bradesco (BBDC4) como assessor, o que coloca Aegea e Sabesp na mesma disputa.
Aporte mira oferta pela Copasa e corte de alavancagem
A Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil, reservaria cerca de R$ 2 bilhões do capital para reduzir a alavancagem para 3,5 vezes. A relação entre dívida líquida e Ebitda cairia de 3,89 vezes no primeiro trimestre para 3,5 vezes, segundo as duas fontes.
A Aegea adiou a divulgação de resultados e sofreu novo rebaixamento da S&P Global Ratings e da Fitch Ratings no mês passado, ainda em território especulativo. A companhia revisa práticas de governança e contratou assessores para avaliar comitês e controles, segundo o InvestNews.
Itaúsa entra com ao menos R$ 1,5 bi; GIC, com R$ 3 bi
A Itaúsa concordou em injetar ao menos R$ 1,5 bilhão, e o GIC, cerca de R$ 3 bilhões, para manter participações proporcionais, segundo o InvestNews. A controladora Equipav Saneamento fará aporte menor e será diluída.
A Aegea contratou Itaú BBA, Citigroup (CTGP34) e BTG Pactual (BPAC11) como assessores para uma potencial oferta por 30% da Copasa. As negociações com financiadores sobre compromissos de financiamento seguem em curso.
A Aegea disse que não vai comentar as informações. GIC, Itaúsa, Itaú BBA, BTG Pactual e Citigroup não responderam de imediato ao InvestNews.
Copasa exige carta-fiança de R$ 7 bi; Sabesp também avalia proposta
Para disputar a Copasa, qualquer candidato precisa apresentar carta-fiança bancária de R$ 7 bilhões emitida por banco com nota igual ou superior a Aa2.br, segundo documentos obtidos pelo Times Brasil. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD-MG), confirmou que a Aegea se credenciou ao lado da Sabesp no processo.
A Aegea trabalha para cortar custos e conter investimentos para levar a alavancagem a cerca de três vezes até 2028. A companhia afirmou no início deste ano que estudava uma potencial oferta pública inicial de ações.