Em resumo
- Mensal: 0,20% em janeiro vs 0,25% em dezembro
- 12 meses: 4,50%, no teto da meta de 3,0% com tolerância de 1,5 p.p.
- Focus projeta primeiro corte da Selic em março, de 0,50 p.p.
O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, abaixo dos 0,25% de dezembro, informou o IBGE nesta terça-feira. O resultado ficou levemente inferior ao 0,21% projetado por economistas consultados pela Reuters.
A prévia da inflação acumula 4,50% em 12 meses, no teto da meta, acima dos 4,41% até dezembro. O alvo contínuo do Banco Central é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos. O dado sai um dia antes da decisão do Copom sobre a Selic, hoje em 15% ao ano, e mexe com a rentabilidade de títulos atrelados à inflação e com o custo da dívida das empresas listadas. A Suno Notícias chamou a leitura de a mais alta para janeiro desde 2024, com a taxa em 12 meses voltando a subir após três meses de desaceleração.
Energia e passagem aérea seguram o índice
- Habitação: queda de 0,26%, com energia elétrica residencial a -2,91%
- Transportes: recuo de 0,13%, com passagens aéreas a -8,92%
- Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,81%, maior impacto do mês
A bandeira verde, sem custo extra na conta de luz, derrubou a energia residencial, maior alívio individual do índice. As passagens aéreas caíram 8,92% e o ônibus urbano, 2,79%, este último em parte por gratuidades aos domingos e feriados em capitais como Belo Horizonte e Brasília. Saúde e cuidados pessoais respondeu por 0,11 ponto do índice, puxado por higiene pessoal (1,38%) e plano de saúde (0,49%).
Tomate e batata sobem após sete meses de deflação
Alimentação e bebidas acelerou de 0,13% para 0,31%. A alimentação no domicílio subiu 0,21% e interrompeu sete meses de queda, com tomate a 16,28% e batata-inglesa a 12,74%. Na outra ponta, o leite longa vida recuou 7,93%. Recife teve a maior variação entre as regiões, 0,64%, e São Paulo, a menor, com -0,04%, segundo o Times Brasil.
Núcleos aceleram e esfriam aposta em corte
O Antagonista aponta que o alívio veio de itens pontuais e reversíveis. Os preços administrados caíram 0,10%, mas os livres subiram 0,31%, mesmo ritmo de dezembro. A média dos núcleos acompanhados pelo BC acelerou, e a difusão dos aumentos chegou a 63%.
Serviços subiram 0,15%, distorcidos pelas passagens aéreas. Sem esse item, os serviços subjacentes avançaram 0,53%, e os intensivos em mão de obra, 0,74%. Bens industriais tiveram alta de 0,64%, acima do esperado. Na avaliação do Antagonista, a composição do dado joga contra um corte da Selic na reunião desta semana.
O Copom começou a se reunir nesta terça e anuncia a decisão nesta quarta-feira. A pesquisa Focus mais recente aponta primeiro corte em março, de 0,50 ponto, segundo o InfoMoney.
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