O Copom manteve a Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (10), a quarta decisão consecutiva no mesmo nível. Foi a última reunião do colegiado em 2025 e a decisão saiu por unanimidade.
Para quem tem ações, títulos públicos ou fundos atrelados ao CDI, os 15% mantêm a renda fixa no maior retorno desde julho de 2006. O comunicado, porém, não sinalizou corte em janeiro, como parte do mercado aguardava.
Comunicado repete ameaça de retomar o ajuste
O comitê repetiu que "não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado", trecho que economistas apontavam como candidato a sair do texto. A frase ganhou um "como usual", mas ficou, segundo o Seu Dinheiro.
A falta de sinalização esfria a aposta em corte já em janeiro. A maior parte do mercado se dividia entre janeiro (48,4%) e março (43,5%).
"A falta de sinalização agora não é um impeditivo, é um limitador extremo para uma mudança da decisão em janeiro", disse Carlos Lopes, economista do banco BV, ao InfoMoney. O BV mantém a projeção de primeiro corte em março, para 14,5% ao ano.
O Times Brasil registra que o Copom citou a incerteza com a política econômica dos EUA e as novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. O Antagonista lembra que Gabriel Galípolo defendeu o patamar de 15% em audiência no Senado, em novembro.
Fed corta 0,25 ponto no mesmo dia
O Federal Reserve reduziu os juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira. A taxa americana ficou no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, segundo a Suno Notícias.
A última alta da Selic havia sido em 18 de junho, de 0,25 ponto, conforme o InvestNews.
Inflação projetada para 2027 cai a 3,2%
O Copom revisou a projeção de 3,3% para 3,2% para o segundo trimestre de 2027, horizonte relevante da política monetária. A inflação de novembro ficou em 0,18%, abaixo dos 0,20% projetados pelo mercado.
A reunião do Copom em 27 e 28 de janeiro é a próxima decisão sobre juros. A ata desta quarta sai na terça-feira (16).