Iguatemi lucra R$ 610,2 milhões em 2025, com Selic de 15% e alavancagem de 1,68 vez
Vendas dos shoppings somam R$ 25,2 bilhões, alta de 19,3%, mas despesas financeiras crescem 68,5% e lucro do 4º tri recua 3,2%.
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Em resumo
Lucro líquido ajustado de R$ 610,2 milhões em 2025, alta de 22,7%
Ebitda ajustado de R$ 1,31 bilhão, com margem de 85,5%
Alavancagem de 1,68 vez e dívida líquida de R$ 2,21 bilhões
A Iguatemi fechou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 610,2 milhões, alta de 22,7% sobre 2024 e o maior da sua história. O FFO ajustado também bateu recorde, a R$ 737,7 milhões, avanço de 6,4% no ano.
As despesas financeiras cresceram 68,5% em 2025, para R$ 657,8 milhões, efeito da Selic a 15% ao ano. A dívida líquida terminou dezembro em R$ 2,21 bilhões, com alavancagem de 1,68 vez, dentro da meta de até 2 vezes, custo de 102% do CDI e prazo médio de 4,7 anos.
Vendas dos shoppings somam R$ 25,2 bilhões
Receita líquida ajustada: R$ 1,54 bilhão, alta de 16,6%.
Vendas dos shoppings do portfólio: R$ 25,2 bilhões, avanço de 19,3%.
Ebitda ajustado: R$ 1,31 bilhão, alta de 28,5%, com margem de 85,5%.
A margem Ebitda subiu 8 pontos na comparação anual, de 77,5% para 85,5%. As vendas mesmas lojas cresceram 7,7% em 2025, e a taxa de ocupação fechou o ano em 96,4%, contra 95,7% em 2024.
Lucro do 4º tri cai 3,2% com margem de 76,8%
Entre outubro e dezembro, o lucro de R$ 158,9 milhões no 4º tri ficou 3,2% abaixo do mesmo período de 2024. A receita líquida ajustada subiu 12,6%, para R$ 422,6 milhões.
O Ebitda ajustado somou R$ 325 milhões, alta de 3,0%, segundo o InfoMoney. O FFO trimestral recuou 9,6%, para R$ 198,2 milhões.
Expansões e Pátio Paulista puxam o capex de 2026
Os investimentos somaram R$ 300 milhões em 2025, abaixo da projeção inicial de R$ 330 milhões a R$ 400 milhões. Para 2026, o CFO Guido Oliveira prevê aporte maior, voltado a expansões e retrofits do Iguatemi São Paulo, do Iguatemi Brasília e do Market Place.
Em dezembro, a Iguatemi vendeu fatias minoritárias de quatro shoppings ao FII XP Malls (XPML11) por R$ 372 milhões. Duas semanas atrás, comprou 4,5% do Pátio Paulista por R$ 113,4 milhões e chegou a 15,95% do empreendimento.
A companhia deixou de divulgar guidance anual a partir de 2026, mas trabalha com margem Ebitda de 75% a 80%. Em janeiro, as vendas mesmas lojas subiram 10% sobre um ano antes, com alta de 17% em beleza e saúde, segundo o InfoMoney.