O Ibovespa subiu 2% nesta quarta-feira e fechou no recorde de 192.201,16 pontos, com o cessar-fogo entre EUA e Irã. O dólar à vista recuou 1,01%, a R$ 5,1035.
Para quem tem ações na carteira, o alívio nos juros futuros e a queda da moeda americana pesaram mais do que o tombo do petróleo. O índice passou dos 193 mil pontos na abertura e devolveu parte do ganho ao longo do pregão, segundo o Times Brasil.
O dólar fechou no menor valor desde 17 de maio de 2024, conforme o InfoMoney. Frente ao início do ano, a divisa acumula queda de 7,02% no ano.
Brent cai 13,30% e derruba a Petrobras
O acordo anunciado por Donald Trump na noite de terça (7) tirou o prêmio de risco do petróleo. O Brent para junho caiu 13,30%, a US$ 94,75 o barril. É o menor nível desde 11 de março e a maior queda diária desde abril de 2020.
Na B3, a Petrobras perdeu 3,92% e ficou entre as maiores baixas do índice. A Brava (BRAV3) caiu 3,38% no mesmo movimento.
Bradesco sobe 5% e Hapvida avança 9,06%
Os bancos sustentaram a alta do índice, beneficiados pela queda dos juros futuros:
- BB (BBAS3): +4,48%
- Bradesco (BBDC4): +5,00%
- Itaú Unibanco (ITUB4): +3,50%
- B3 (B3SA3): +3,66%
Hapvida (HAPV3) subiu 9,06% após notícia de possível venda bilionária de ativos e de aumento da participação dos controladores, segundo o Seu Dinheiro. Tenda (TEND3) ganhou 11,24% com resultado recorde no primeiro trimestre. Vale (VALE3) avançou 2,27%.
Conversas no Paquistão marcadas para sábado
O Times Brasil aponta que os ataques de Israel ao Líbano limitaram a queda do dólar. O governo iraniano disse que os bombardeios desrespeitam a trégua e poderiam justificar um novo fechamento do Estreito de Ormuz.
As conversas presenciais no sábado (11), no Paquistão, serão o primeiro teste da trégua de duas semanas. Nos EUA, saem na quinta-feira a leitura final do PIB do quarto trimestre e o PCE de fevereiro. No Brasil, o IPCA de março sai nesta semana.