Com trégua no Oriente Médio, Ibovespa fecha em recorde aos 192,2 mil pontos
Volume do pregão somou R$ 42,5 bilhões, acima da média diária de R$ 35 bilhões do ano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Ibovespa +2,09% aos 192.201,16 pontos; intraday chegou a 193.759,01
Brent recuou 13,29% para US$94,75 após anúncio de cessar-fogo
Hapvida subiu 9,06%; BTG avançou 6,72% com acordo para comprar Digimais
O Ibovespa subiu 2,09% nesta quarta-feira e fechou aos 192.201 pontos, recorde de fechamento aos 192.201 pontos. A máxima intradiária também foi histórica, aos 193.759 pontos.
A trégua entre Estados Unidos e Irã devolveu apetite por risco a um mercado que operava travado pelo conflito. O pregão teve R$ 42,5 bilhões negociados, contra média diária de R$ 35 bilhões, e o dinheiro foi para setores sensíveis a juros, como varejo e construção, enquanto as petrolíferas devolveram parte dos ganhos do conflito.
Brent cai 13,29% com cessar-fogo de duas semanas
EUA e Irã fecharam na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. Segundo Donald Trump, o acordo exige que Teerã reabra o Estreito de Ormuz. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que a reabertura pode sair de forma limitada na quinta ou na sexta.
O Brent caiu 13,29% para US$ 94,75 o barril. Em Nova York, o S&P 500 subiu 2,51%.
A trégua segue frágil. Israel atacou o Líbano e o Irã disse que avaliava retaliação. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que três cláusulas de uma proposta de 10 pontos foram violadas antes das negociações no Paquistão.
Bancos e construtoras sobem, Petrobras recua 3,92%
As maiores altas vieram de empresas domésticas:
Hapvida (HAPV3): disparou 9,06%, a R$ 11,19, com controladores e BTG Pactual ampliando participação
Vamos (VAMO3): +7,91%
Direcional (DIRR3): +7,88%
Cyrela (CYRE3): +7,14%
C&A Modas (CEAB3): +7,02%
Mesmo com o salto, a Hapvida acumula queda de 24% em 2026. Os bancos acompanharam: Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 3,5% e Bradesco (BBDC4) ganhou 5%. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 4,48% e BTG Pactual (BPAC11) 6,72%, em dia de notícia sobre acordo para compra do Digimais.
Na ponta negativa, Petrobras PN (PETR4) recuou 3,92% e a ON (PETR3) caiu 4,42%, com o tombo do petróleo. Prio (PRIO3) perdeu 5,49% e Brava Energia (BRAV3) cedeu 3,38%.
JPMorgan projeta retomada do fluxo para emergentes
O Morgan Stanley manteve o Brasil com exposição acima da média no portfólio modelo para a América Latina. Petrobras é a maior posição individual da carteira. O banco também cita Nubank (ROXO34), Itaú, B3 (B3SA3), BTG Pactual, Sabesp (SBSP3) e Copel (CPLE3) entre as apostas.
O JPMorgan vê Petrobras e Prio entre as beneficiárias de uma oferta global de energia mais apertada. O banco lista riscos: cerca de 30% dos fertilizantes importados vêm do Oriente Médio e mais de 80% do transporte de cargas usa rodovias. Para segurar o diesel, o governo anunciou subsídios de cerca de R$ 10 bilhões.
A Vitru (VTRU3) protocolou pedido de oferta de ações com precificação prevista para 15 de abril. Os papéis subiram 2,15%.